Dólar fecha a R$ 5,446 e tem maior alta semanal desde 2008

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoMercado Financeiro22 minutos atrás6 Visualizações

O dólar comercial encerrou a sexta-feira, 30 de outubro de 2026, cotado a R$ 5,446, com alta de 1,09% e o maior valor de fechamento do ano. Na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, a moeda acumulou valorização de 9,15%, a maior desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional. O Ibovespa caiu 0,75% no dia, para 167.921,80 pontos, e registrou sua pior semana desde março de 2020.

O encerramento de outubro foi marcado por ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por incertezas sobre a política fiscal brasileira. No exterior, a forte queda das ações de empresas de tecnologia e inteligência artificial também pressionou o câmbio e as bolsas de outros países.

Há uma diferença entre os valores apresentados para o fechamento da moeda: o título informa R$ 5,44, enquanto os dados detalhados registram R$ 5,446, valor próximo dos R$ 5,45 mencionados na abertura.

Dólar termina outubro com alta de 5,27%

Durante o pregão de sexta-feira, a moeda estadunidense chegou a R$ 5,463 por volta das 16h, antes de devolver parte dos ganhos. A valorização de outubro foi de 5,27%, levando o avanço acumulado em 2026 a 0,81%.

Os resultados do câmbio nos diferentes períodos foram:

  • Sexta-feira (30): alta de 1,09%, com fechamento a R$ 5,446;
  • Semana: valorização de 9,15%, a maior desde outubro de 2008;
  • Outubro: avanço de 5,27%;
  • Acumulado do ano: alta de 0,81%.

Parte das oscilações na primeira metade da sessão esteve ligada à formação da Ptax de fim de mês. Essa taxa é calculada pelo Banco Central e serve de referência para a liquidação de contratos futuros de câmbio.

A procura por proteção cambial antes do fim de semana prolongado pelo feriado de Finados, na segunda-feira, 2 de novembro, também contribuiu para o movimento.

Ibovespa perde 18,12% na semana e acumula cinco quedas seguidas

A baixa de sexta-feira foi a quinta consecutiva do principal índice da B3. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 18,12%, a mais intensa desde março de 2020, quando havia recuado 18,88% em meio aos impactos iniciais da pandemia de covid-19.

No balanço de outubro, a queda foi de 9,88%. Foi o pior desempenho mensal desde junho de 2022, período em que o índice havia perdido 11,5%.

A pressão sobre as ações brasileiras se intensificou após a reeleição de Lula. Na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do resultado eleitoral, a queda do índice acionou o circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações diante de perdas expressivas.

A saída de capital estrangeiro também contribuiu para pressionar os ativos durante a semana. Dados da B3 indicaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões do período.

Tecnologia, inflação e juros marcam o cenário externo

Além das incertezas domésticas, os negócios no Brasil acompanharam um ambiente internacional desfavorável. Os investidores demonstraram cautela em relação às empresas de tecnologia dos Estados Unidos e às perspectivas para a inflação e os juros globais.

Em um dia de turbulências relacionadas ao setor de tecnologia, o dólar voltou a ganhar força diante de moedas de países emergentes.

Às 17h31, o índice do dólar, que acompanha o desempenho da moeda estadunidense em relação a uma cesta de seis divisas fortes, registrava alta de 0,01%, aos 101,890 pontos.

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