O3 Trade pede licença cripto ao Banco Central; autorização ainda depende de análise

Trader Iniciante - RedaçãoTrader Iniciante - RedaçãoCriptomoedas22 minutos atrás6 Visualizações

A O3 Trade, empresa brasileira especializada em operações de balcão com ativos virtuais para clientes corporativos, protocolou na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, pedido ao Banco Central do Brasil para atuar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV). A solicitação integra o regime de transição da regulamentação do setor e não significa que a licença já tenha sido concedida: o requerimento ainda será analisado pela autoridade monetária.

Em São Paulo, a companhia informou ter apresentado o pedido dentro do prazo da primeira etapa de autorização das empresas abrangidas por esse regime. Com a iniciativa, passa a integrar o grupo de companhias que buscam a licença regulatória, ao lado de Coinbase, Ripple, Nubank, Mercado Bitcoin e Foxbit.

Segundo os dados operacionais divulgados pela própria O3 Trade, seu giro bruto entre janeiro e outubro de 2026 alcançou aproximadamente 2,2 bilhões de USDT, equivalentes a mais de R$ 10 bilhões em operações. A atuação está concentrada em demandas empresariais de liquidez, pagamentos e recebimentos internacionais, e não no atendimento ao investidor de varejo.

O que está previsto no processo de autorização

O enquadramento solicitado pela O3 Trade segue o regime de transição estabelecido pelas Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, publicadas em novembro de 2025. As normas definem diretrizes para a autorização, a constituição e o funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais no Brasil.

A regulamentação também disciplina determinadas operações com ativos digitais no mercado de câmbio e de capitais internacionais. Para empresas que trabalham com intermediação, negociação e custódia de criptoativos, estão previstas exigências específicas de capital, governança, gerenciamento de riscos e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro.

A concessão definitiva da licença depende da análise e da decisão do Banco Central, de acordo com os requisitos aplicáveis. O processo regulatório tem como objetivo ampliar a segurança jurídica, a transparência e a confiança nas operações com ativos digitais e stablecoins no país.

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Negociações de grande volume para empresas

Enquanto as exchanges tradicionais se voltam ao investidor de varejo, a O3 Trade concentra suas atividades no modelo OTC, sigla de Over-the-Counter, ou negociação de balcão. Nesse formato, a compra e a venda de ativos virtuais são feitas diretamente por uma mesa especializada, em transações individualizadas de grande volume.

No atendimento da companhia, a cotação é apresentada antes de o cliente confirmar a operação. A mesa também acompanha diretamente o processo de liquidação.

Na avaliação da O3 Trade, o avanço das stablecoins no ambiente corporativo vem aumentando a procura por liquidez, movimentação internacional de recursos e infraestrutura financeira. A empresa associa sua entrada no processo de autorização a essa mudança no uso dos ativos digitais.

Para Vitor Lobo, fundador da O3 Trade, a adoção desses ativos e a regulação caminham juntas. Ele afirma que o setor deixou de servir exclusivamente ao investimento e passou a fazer parte das operações financeiras das empresas. Em sua avaliação, a regulamentação é uma etapa fundamental do amadurecimento desse mercado, por trazer mais segurança jurídica, transparência e confiança.

A companhia apresenta a busca pela autorização como parte de uma estratégia de longo prazo para consolidar sua atuação empresarial, acompanhando a construção de um ambiente regulatório mais estruturado. Também considera o protocolo uma nova etapa de sua trajetória no Brasil, diante da relevância crescente que atribui à regulação na relação entre prestadores de serviços e clientes corporativos.

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Planos para ampliar a presença em 2027

A O3 Trade pretende fortalecer sua atuação no mercado corporativo brasileiro ao longo de 2027. As prioridades informadas são desenvolver soluções de liquidez e ampliar o relacionamento com empresas que utilizam ativos digitais em suas operações financeiras.

A expectativa da companhia é que o amadurecimento das regras contribua para uma participação maior de empresas no setor, especialmente diante do uso crescente de stablecoins em operações comerciais e financeiras. Trata-se de uma projeção da O3 Trade, e não de um resultado já observado para 2027.

Enzo Cobucci, diretor comercial da O3 Trade, avalia que 2027 poderá ser importante para a consolidação do mercado brasileiro de ativos digitais. Segundo ele, regras mais claras tendem a levar mais empresas a considerar essa infraestrutura em suas operações. O executivo afirma que a companhia quer se preparar para atender a essa demanda, reunindo eficiência operacional, liquidez e responsabilidade regulatória.

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