
O conselho de administração da Raízen aprovou por unanimidade, em 6 de novembro de 2026, um aumento de capital por meio da emissão de novas ações para subscrição privada. A operação tem valor mínimo de R$ 3,5 bilhões e é uma condição para que entre em vigor o plano de recuperação extrajudicial da produtora de etanol, já homologado pela Justiça.
Há uma divergência no valor máximo informado: o título da notícia registra R$ 39,7 bilhões, enquanto a abertura apresenta R$ 39,8 bilhões.
Para os acionistas, a operação envolve um prazo para exercer o direito de preferência e a possibilidade de redução da participação na empresa caso não subscrevam as novas ações. Para os detentores de debêntures e CRAs, a implementação do plano prevê a escolha entre três formas de recebimento.
A emissão poderá somar de 14 bilhões a 159,2 bilhões de novas ações, entre ordinárias, preferenciais classe A e preferenciais classe B. O preço será de R$ 0,25 por ação ou R$ 0,50 por unit, recibo composto por uma ação ordinária e uma preferencial.
O direito de preferência na subscrição poderá ser exercido de 9 de novembro a 8 de dezembro de 2026. Estão habilitados os investidores que tinham ações da companhia ao encerramento do pregão de 6 de novembro, definido como a data de corte. As compras realizadas a partir de segunda-feira, 9 de novembro, serão feitas na condição de papel “ex-direito”, sem o direito de subscrever as novas ações.
Quem não exercer a preferência poderá ter sua participação na companhia reduzida em aproximadamente 57%, se apenas a quantidade mínima de ações for subscrita. No cenário de subscrição máxima, a diluição poderá chegar a 94%.

O preço de emissão de R$ 0,25 por ação corresponde a um desconto de 28,6% sobre o preço médio ponderado pelo volume negociado, conhecido como VWAP, dos últimos 30 pregões, de R$ 0,35. Em relação ao fechamento de 5 de novembro de 2026, de R$ 0,27, o desconto é de 7,4%.
A Shell, integrante do bloco de controle da Raízen, assumiu o compromisso de aportar até R$ 3,5 bilhões em dinheiro. A Aguassanta Participações, de Rubens Ometto, fundador da Cosan, poderá acrescentar R$ 500 milhões caso decida aderir ao processo. Os demais acionistas poderão participar por meio do direito de preferência.
De acordo com a companhia, os recursos captados em moeda corrente serão direcionados prioritariamente ao capital de giro. A distribuição dos valores dependerá da participação da Aguassanta e do total aportado:
Na mesma reunião, o conselho autorizou a criação de um programa de units, no qual o BTG Pactual atuará como instituição depositária. Também aprovou um programa de ADS, recibos de ações negociados no mercado americano.
O programa de ADS será de nível I e terá o Citibank como banco depositário. Tanto esse programa quanto o de units dependem da homologação do aumento de capital.

Outra aprovação foi a quinta emissão de debêntures simples da companhia, não conversíveis em ações, com garantia real e fidejussória. A emissão terá duas séries, a serem integralizadas por credores sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial.
A fase de implementação do plano de recuperação extrajudicial começa em novembro de 2026. Os investidores que possuem debêntures e CRAs da Raízen terão de escolher entre as seguintes alternativas:
A escolha deverá ser feita entre 7 e 27 de dezembro de 2026. A previsão é que a operação seja concluída, com a emissão dos novos títulos, até 31 de março de 2027.
Use as ferramentas gratuitas do Trader Iniciante para simular investimentos, acompanhar o Tesouro Direto e consultar resultados atualizados.






