O índice IMOB, que acompanha ações de empresas de construção civil e shoppings, registrou alta de 13% em agosto e se tornou o investimento com o maior retorno no mês.
Depois de enfrentar o pior julho em quatro anos, a Bolsa brasileira mudou de direção. O ambiente mais favorável à queda da Selic impulsionou principalmente os papéis ligados ao mercado interno, beneficiando o setor imobiliário.
Entre janeiro e agosto, o IMOB acumula ganho de quase 56%, desempenho que o coloca à frente de diversos ativos tradicionais.
No mesmo período de agosto, o Bitcoin recuou 6,65%, o ouro ficou praticamente estável e os principais índices das bolsas de Nova York subiram próximos de 2,5%.
O Ibovespa avançou 6,3% no mês, encerrando agosto em nova máxima. O ICON, composto por ações de consumo, subiu 8% e ficou na segunda posição entre os maiores ganhos. Já o ISE, que reúne companhias com práticas sustentáveis, teve alta de 7,4%.
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A expectativa de início do ciclo de afrouxamento monetário até o segundo trimestre de 2026, combinada à desaceleração da inflação e à valorização do real frente ao dólar, reforçou o apetite por ações de construtoras, incorporadoras e shoppings.
Especialistas alertam que a trajetória de juros futuros permanece volátil e que a inadimplência em alta pode levar bancos a restringirem crédito enquanto a Selic continuar em torno de 15% até o fim do ano. O cenário indica que o próximo movimento do IMOB pode exigir maior tolerância a oscilações.