NOVA YORK – Um relatório do Realtor.com indica que os níveis de acessibilidade registrados em 2019 dificilmente voltarão a se repetir no mercado de imóveis dos Estados Unidos. O levantamento foi comentado por Dan Coakley, principal executivo da PMG Affordable, que classificou o problema como “estrutural” e de longa data.
O que o estudo mostra
Segundo o Realtor.com, para que a compra de casas volte a ocupar cerca de 21% da renda familiar – porcentual considerado “acessível” – seriam necessárias mudanças consideradas improváveis por economistas:
Hoje, o comprometimento passa de 30% da renda familiar, e a taxa fixa de 30 anos estava em 6,037% nesta terça-feira.
Visão do especialista
Para Coakley, a expectativa de retorno às condições de 2019 “não é realista”. Ele argumenta que a escalada dos preços das moradias ocorre há décadas e não deve ser revertida em curto prazo. O executivo também não acredita em taxas abaixo de 3% novamente, ressaltando que os salários não acompanharam o avanço dos valores de aluguel e venda.
Propostas em discussão
Imagem: Kristen Altus FOXBusiness via foxbusiness.com
A administração do ex-presidente Donald Trump apresentou duas medidas federais que, segundo Coakley, podem atenuar o problema:
O empresário defende ainda incentivos e subsídios para ampliar a oferta de residências acessíveis à venda, além de políticas que reduzam o custo de construção.
Projeções de longo prazo
De acordo com o Realtor.com, se as taxas permanecerem na casa de 6% e salários e preços seguirem a trajetória prevista para 2025, a volta à acessibilidade pré-pandemia poderia ficar para 2047.
Coakley conclui que perseguir padrões do passado é um equívoco e que governos e setor privado precisam reestruturar os custos da habitação para garantir condições sustentáveis no futuro.