Nova York, 31 mai. (sexta-feira) – As ações Classe A da Berkshire Hathaway caíam 1,5% por volta das 15h (horário de Nova York) desta sexta-feira, primeiro dia de mercado após Warren Buffett deixar o cargo de diretor-presidente da companhia, função que exerceu por seis décadas.
Buffett, de 95 anos, oficializou a saída na quinta-feira. Nesta sexta, quem passou a ocupar a cadeira de CEO foi Greg Abel, executivo que ingressou na Berkshire em 2000 e atuava como vice-presidente do conselho de administração.
Segundo a CNBC, o conglomerado registrou ganho de 10,9% no período final sob a liderança de Buffett.
Em novembro, na última carta aos acionistas antes da transição, Buffett afirmou que a Berkshire “tem menos chance de enfrentar um desastre devastador do que qualquer empresa” que ele conheça e destacou a postura voltada ao interesse dos acionistas. No texto, aconselhou que “a grandeza não vem de acumular dinheiro, publicidade ou poder político”, mas de praticar atos de gentileza.
O investidor também elogiou Abel: “Greg superou as altas expectativas que eu tinha quando pensei nele como próximo CEO”, escreveu. Buffett permanecerá como presidente do conselho.
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O processo de preparação do novo líder vinha sendo conduzido há anos. Em 2021, Buffett declarou à CNBC que, caso algo lhe acontecesse, Abel assumiria “na manhã seguinte”. Em maio deste ano, durante a assembleia anual de acionistas em Omaha, o veterano anunciou que deixaria a direção executiva até o fim de 2024.
Buffett e o falecido parceiro de negócios Charlie Munger assumiram a então decadente indústria têxtil Berkshire Hathaway em 1965. Hoje avaliada em mais de US$ 1 trilhão, a companhia reúne participações em setores que vão de seguros a energia. A fortuna pessoal do investidor supera US$ 168 bilhões, apesar de ele ainda residir na mesma casa em Nebraska comprada em 1958 por US$ 31.500.