Acordo UE-Mercosul pode baratear chocolates, queijos e azeites no Brasil

Mercado Financeiro1 mês atrás89 Visualizações

O tratado comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado pelos países europeus na sexta-feira (9), prevê cortes graduais nas tarifas de importação de diversos alimentos e pode reduzir os preços de produtos populares entre os brasileiros, como chocolate, queijo, azeite e molho de tomate. O texto ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu para começar a valer.

Chocolates e queijos

Atualmente taxados em 20%, os chocolates europeus terão alíquota zerada no décimo ano de vigência do acordo, com reduções já a partir do primeiro ano. Os queijos do bloco, hoje sujeitos a 16% de imposto, seguirão o mesmo cronograma de isenção. Nesse caso, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas para todo o Mercosul; após esse limite, volta a cobrança do imposto. A mozarela permanecerá com tarifa de 28%.

Azeites e molhos de tomate

O azeite europeu, que paga 10% de tarifa, terá imposto reduzido gradualmente até ser zerado no 15º ano. O corte deve ter impacto direto no mercado brasileiro, já que quase todo o azeite consumido no país é importado — só Portugal enviou 10 mil toneladas em 2025, ante 662 toneladas da Argentina, segunda maior fornecedora.

Para molhos de tomate, principalmente os italianos, a alíquota de 18% cairá a zero em dez anos.

Frutas, vinhos e manteiga

O kiwi importado da Grécia, Itália e outros fornecedores ficará isento já no primeiro ano do tratado. Os vinhos europeus, hoje taxados entre 20% e 27%, terão imposto zerado entre o oitavo e o décimo ano, dependendo do tipo; alguns brancos de regiões específicas serão liberados de tarifa imediatamente. A manteiga vinda da UE terá redução de 30% sobre a tarifa atual de 16% assim que o acordo entrar em vigor.

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Imagem: redir.folha.com.br

Reação do setor produtivo

Entidades brasileiras comemoraram o avanço. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou o potencial de aumento nas exportações de frango, carne suína e ovos para a UE. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou a abertura de mercados e o reconhecimento mútuo de indicações geográficas, beneficiando itens nacionais como cafés e queijos regionais.

Segundo o Ipea, a eliminação de tarifas para 77% dos produtos agropecuários do Mercosul pode elevar em 19,7% as vendas de carnes suína e de frango aos países europeus até 2040.

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