São Paulo – A American Airlines recebeu autorização do Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT) para restabelecer voos diretos entre Miami e a Venezuela, tornando-se a primeira companhia aérea norte-americana a retomar a rota desde a suspensão de 2019.
O aval foi concedido na quarta-feira, 4 de março de 2026, e permite operações sem escalas para Caracas e Maracaibo durante dois anos. Os voos serão executados pela Envoy, subsidiária integral da American Airlines.
A liberação do espaço aéreo segue determinação do presidente Donald Trump, que em janeiro solicitou ao DOT o fim das restrições impostas pela Administração Federal de Aviação (FAA) em 2019. A medida original proibia companhias dos EUA de sobrevoar ou operar na Venezuela por motivos de segurança.
Segundo o governo norte-americano, a decisão de flexibilizar as regras ocorreu após conversa de Trump com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez. O secretário de Transportes, Sean Duffy, revogou formalmente a ordem da FAA a pedido da Casa Branca.
Fontes ouvidas pela agência Reuters informaram que agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA) estiveram em Caracas na semana passada para inspecionar os protocolos de segurança do aeroporto, etapa necessária para retomar os serviços comerciais.
Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness via foxbusiness.com
A American Airlines iniciou operações na Venezuela em 1987 e, até a suspensão geral de 2019, era a maior transportadora norte-americana no país. Em comunicado divulgado no fim de janeiro, poucos dias depois de ataques dos EUA em território venezuelano e da captura do ditador Nicolás Maduro, o diretor comercial Nat Pieper afirmou que a empresa pretende “reconectar famílias e reativar negócios” entre as duas nações.
Apesar da retomada dos voos, o Departamento de Estado dos EUA manteve a Venezuela na lista de países com recomendação “Não viaje”, status atualizado pela última vez em dezembro.
O DOT informou que a autorização concedida à American Airlines tem validade inicial de 24 meses.