São Paulo, 15 abr. 2026 – O Bitcoin pode alcançar um novo pico histórico ainda este ano, segundo diferentes especialistas do mercado financeiro. O gestor Bill Miller IV, diretor de investimentos da Miller Value Partners, afirmou à CNBC que os indicadores técnicos da criptomoeda “estão se alinhando” e sugerem um movimento de alta capaz de superar o recorde de US$ 126.080 registrado em 6 de outubro do ano passado.
Miller IV citou declarações do presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), Paul Atkins, sobre a migração dos mercados de capitais para a tecnologia blockchain, além de iniciativas de grandes bancos como o JPMorgan, que continuaram a desenvolver soluções on-chain. Para o gestor, esses fatores criam “um jogo totalmente novo” para o Bitcoin.
Ele também minimizou a queda de 6% da criptomoeda em 2025, lembrando que a volatilidade faz parte do ativo. “Se olharmos o gráfico em perspectiva mais ampla, o Bitcoin nunca registrou dois anos consecutivos de desempenho negativo”, destacou.
De acordo com dados do CoinGecko, o Bitcoin é negociado hoje a US$ 93.750, valor 25,6% inferior ao recorde, mas com alta acumulada de 7,1% em 2026.
Em entrevista separada à CNBC, Tom Lee, diretor de investimentos da Fundstrat Capital, apontou três fatores que sustentam a recuperação: redução de alavancagem desde o choque de 10 de outubro, continuidade da adoção institucional e apoio do governo norte-americano à tecnologia blockchain. Lee não atualizou sua projeção, mas reiterou previsão feita em dezembro de que o Bitcoin poderia atingir novo recorde até o fim de janeiro.
Imagem: cointelegraph.com
No campo das projeções numéricas, Haseeb Qureshi, sócio da gestora de venture capital Dragonfly, estima que o preço ultrapasse US$ 150.000 até dezembro. Já a Galaxy Digital preferiu não fixar um número, afirmando que 2026 tende a ser “caótico” e que o valor da moeda pode oscilar entre US$ 50.000 e US$ 250.000.
Apesar das diferenças nas estimativas, os analistas concordam que a combinação de adoção por Wall Street, avanços regulatórios e expansão de produtos baseados em blockchain cria um ambiente propício para que o Bitcoin volte a testar – e possivelmente superar – seus máximos históricos ainda em 2026.