NOVA IORQUE, 8 fev. – As campanhas publicitárias preparadas para o Super Bowl LX, que acontece em 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, na Califórnia, adotam nova estratégia: falar diretamente com a geração Z e com as mulheres, rompendo a tradição de concentrar esforços no público masculino mais velho.
Laura Jones, diretora de marketing da Instacart, afirmou que ignorar esses segmentos seria “perder o alvo”. A visão reflete o cenário atual de audiência do futebol americano: em 2025, cerca de 127,7 milhões de pessoas assistiram à decisão entre Philadelphia Eagles e Kansas City Chiefs, superando o recorde de 123,4 milhões registrado em 2024. Para o confronto entre Seattle Seahawks e New England Patriots, a expectativa é de um público ainda maior.
Diane Sayler, diretora sênior da Mars Snacking, observa que a presença feminina nas transmissões esportivas “se mantém ou cresce” e credita parte desse avanço à narrativa ampliada sobre os jogadores, que vai além do desempenho em campo.
Para alcançar faixas etárias e gêneros distintos, grandes marcas recorrem a combinações de celebridades – casos recentes envolvem o ator Ben Stiller e o cantor Benson Boone. O professor Tim Calkins, da Kellogg School of Management da Northwestern University, lembra que o alto custo de exibir um comercial no Super Bowl obriga as empresas a “não deixar nenhum grupo de lado”.
Imagem: Lindsay Kornick FOXBusiness via foxbusiness.com
Justine Brooke Murray, apresentadora de vídeo no Media Research Center, elogiou a decisão das marcas de ampliar o foco, mas aconselhou que as peças evitem temas políticos divisivos. Segundo ela, o público “quer entretenimento, não discursos”.
O Super Bowl LX será transmitido ao vivo de Santa Clara, Califórnia, em 8 de fevereiro.