A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização de dez lotes da fórmula infantil Alfamino, fabricada pela Nestlé. A medida, publicada no Diário Oficial da União, foi motivada por laudo que indicou teores de selênio e iodo acima dos limites fixados pela legislação.
De acordo com a agência, o máximo permitido para selênio é de 9 μg/100 kcal, porém a análise indicou 31,1 μg/100 kcal. Para iodo, o limite é de 60 μg/100 kcal, mas foram encontrados 175,7 μg/100 kcal. O consumo excessivo dessas substâncias pode provocar transtornos gástricos e alterações na tireoide.
Em nota, a Nestlé contestou os resultados e afirmou que houve erro na conversão de unidades no relatório encaminhado à Anvisa. Segundo a empresa, os valores corretos seriam 3,11 μg/100 kcal de selênio e 17,57 μg/100 kcal de iodo, ambos abaixo dos parâmetros legais.
“A Nestlé reitera que seus produtos atendem rigorosamente às normas vigentes e são seguros para o consumo”, informou o comunicado. A fabricante declarou ter sido surpreendida pela decisão e disse manter contato com a agência para prestar esclarecimentos.
Os laudos questionados foram enviados após solicitações recentes da Anvisa relacionadas às fórmulas infantis da companhia. No mês passado, a Nestlé realizou recall de outros produtos devido à possível presença da toxina cereulide.
Imagem: redir.folha.com.br
Para Gabriel Britto Silva, diretor jurídico do Instituto Brasileiro de Cidadania (Ibraci), o consumidor pode exigir a devolução do valor pago se houver risco à saúde. Caso fique comprovado que o alimento está dentro dos padrões, a obrigação de indenizar deixa de existir.
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O número do lote pode ser conferido na parte inferior da embalagem, próximo à data de validade.