Ataques físicos a detentores de criptomoedas crescem em número e violência, indica levantamento

Criptomedas3 dias atrás21 Visualizações

Os chamados “wrench attacks” — assaltos que envolvem violência ou ameaça física para roubo de criptoativos — estão se tornando mais frequentes e mais graves, segundo análise divulgada no domingo (14) por Haseeb Qureshi na rede social X.

Qureshi examinou um banco de dados mantido pelo especialista em segurança de Bitcoin Jameson Lopp, que há anos registra casos de agressões ou intimidações contra holders. O levantamento mostra uma escalada tanto no total de ocorrências como na intensidade dos ataques.

Escalonamento da violência

Os incidentes foram classificados em cinco níveis, de agressões leves a resultados fatais. A média de severidade tem aumentado ano a ano, indicando que os criminosos recorrem a métodos cada vez mais violentos para obter acesso a carteiras de criptomoedas.

Europa e Ásia lideram alta

Geograficamente, Europa Ocidental e algumas regiões da Ásia-Pacífico concentram o maior crescimento dos ataques. A América do Norte continua relativamente mais segura, mas também apresenta elevação em números absolutos.

Influência do preço de mercado

O estudo aponta relação direta entre o valor total de mercado das criptomoedas e a quantidade de agressões. Uma regressão simples indica que cerca de 45% da variação na frequência dos ataques pode ser explicada pela capitalização de mercado: quanto mais alto o preço dos ativos digitais, maior a atratividade para criminosos.

Contudo, ao ajustar os dados pelo aumento de usuários, o risco proporcional diminuiu em comparação a 2015 e 2018. Ou seja, embora haja mais ataques, o crescimento da base de detentores foi bem maior.

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Imagem: cointelegraph.com

“Há muito que pessoas em situação de alto risco podem fazer para reforçar a própria segurança”, alertou Qureshi.

Queda em golpes de phishing

Em paralelo, golpes de phishing ligados a wallet drainers registraram forte retração em 2025. De acordo com a empresa de segurança Web3 Scam Sniffer, as perdas totalizaram US$ 83,85 milhões, redução de 83% em relação aos quase US$ 494 milhões de 2024. O número de vítimas caiu 68%, para aproximadamente 106 mil pessoas.

A empresa ressalta, contudo, que essas fraudes continuam sensíveis aos ciclos de mercado. No terceiro trimestre — período que coincidiu com a maior alta do Ethereum — as perdas saltaram para US$ 31 milhões.

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