A B3 apresentou nesta terça-feira (10) o Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFSI B3), primeira referência da bolsa para acompanhar o desempenho de Letras Financeiras emitidas pelos maiores bancos do País.
O indicador mede a rentabilidade média das emissões seniores e subordinadas de instituições enquadradas no segmento S1 do Banco Central, grupo que reúne as entidades de maior porte e relevância sistêmica.
Subordinadas – Colocam o investidor no fim da fila de credores em caso de quebra, exigem prazo mínimo de cinco anos e aplicação a partir de R$ 300 mil. Esses papéis podem compor o cálculo do Índice de Basileia dos bancos.
Seniores – Não possuem subordinação, contam prazo mínimo de dois anos e valor inicial de R$ 50 mil. Em ambas as modalidades não há cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O estoque de Letras Financeiras negociadas na B3 somava R$ 976,8 bilhões em 2025, aumento de 24% em relação ao ano anterior.
Imagem: REUTERS via infomoney.com.br
Segundo Hênio Scheidt, gerente de Produtos da B3, o ILFSI B3 oferece ao mercado uma métrica para acompanhar títulos atrelados ao CDI acrescido de spread emitidos pelos principais bancos.
A carteira teórica do índice terá prazo médio superior a 720 dias e será rebalanceada mensalmente para refletir alterações no volume de papéis em circulação. O cálculo considera a variação de preços e os rendimentos distribuídos ao longo do tempo.
Com o ILFSI B3, a família de índices de renda fixa da bolsa passa a contar com 12 indicadores, abrangendo referências para títulos públicos, privados e debêntures de crédito corporativo.