O preço do Bitcoin registrou queda de quase 2% em apenas 15 minutos na noite de domingo, 10h30 UTC, acompanhando uma forte alta nas cotações do petróleo, que chegaram a subir quase 20% no mesmo intervalo.
Dados da plataforma descentralizada de derivativos Hyperliquid indicam que o barril de petróleo avançou de US$ 95 para US$ 113,7 logo após a abertura dos mercados futuros norte-americanos. No mesmo momento, o Bitcoin recuou de US$ 66.960 para US$ 65.725, antes de recuperar parte das perdas e ser negociado a US$ 66.272 na publicação desta reportagem.
A valorização da commodity está relacionada ao agravamento do conflito no Oriente Médio. O governo do Iraque alertou que até 3 milhões de barris diários podem deixar de ser produzidos caso o Irã cumpra ameaças contra petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Segundo dados da TradingView, o patamar de US$ 113,7 representa a maior cotação do petróleo desde abril de 2022, poucas semanas após o início da invasão russa à Ucrânia.
Na semana passada, o preço do barril já havia avançado mais de 30% depois de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que respondeu bombardeando países vizinhos.
Imagem: cointelegraph.com
A criptomoeda chegou a se beneficiar das tensões regionais, saltando de menos de US$ 64.000 para US$ 73.770 até quarta-feira. Desde então, porém, o ativo acumula quatro dias consecutivos de queda.
Apesar da escalada nos preços, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a situação. “Esperávamos que o petróleo subisse, mas ele também vai cair — e cairá muito rápido”, disse a jornalistas no sábado. Trump descartou, ainda, a necessidade de recorrer à Reserva Estratégica de Petróleo do país, alegando que os Estados Unidos dispõem de “uma quantidade tremenda” do recurso.
Após o pico de US$ 113,7, a cotação do barril recuou para cerca de US$ 105, mostram dados da Hyperliquid. O mercado segue monitorando os desdobramentos no Oriente Médio e possíveis impactos na oferta global de energia.