O mercado de criptomoedas iniciou a semana em queda, acompanhando o recuo nas bolsas norte-americanas depois que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa global de 15%. A medida foi mencionada após a Suprema Corte ter considerado ilegais as tarifas aplicadas pelo governo via IEEPA.
Com o ambiente de aversão a risco, o Crypto Fear & Greed Index permanece em 5 pontos, zona de “medo extremo”, pela terceira semana consecutiva — a sequência mais longa desde 2022. Na plataforma de previsão Polymarket, as apostas de que o Bitcoin (BTC) fique abaixo de US$ 55.000 subiram para 72%.
O S&P 500 oscila entre 6.775 e 7.002 pontos, sem indicação clara de tendência. Para retomar a alta, o índice precisa fechar acima de 7.002; abaixo de 6.775, o suporte de 6.550 pode ser testado.
No câmbio, o Índice Dólar (DXY) recuou da média móvel simples (SMA) de 50 dias, em 97,95. Se perder a média exponencial de 20 dias (EMA) em 97,48, o indicador pode cair até a faixa de 96,21–95,55. Uma retomada acima da SMA de 50 dias abriria espaço para 99,50 e 100,54.
Bitcoin (BTC): após perder o suporte de US$ 65.118 nesta segunda-feira (23/2), compradores tentam evitar o fechamento abaixo desse nível. Qualquer repique deve enfrentar venda na EMA de 20 dias (US$ 70.185). Abaixo de US$ 60.000, o próximo alvo é US$ 52.500; acima da EMA, a resistência fica em US$ 74.508.
Ether (ETH): a cotação rompeu o suporte imediato de US$ 1.897 e se aproxima de US$ 1.750. Caso esse patamar ceda, o ativo pode avançar rumo a US$ 1.537. Uma reação forte em US$ 1.750 manteria a lateralização entre US$ 1.750 e US$ 2.111.
XRP (XRP): o token segue comprimido entre a linha de suporte de um canal descendente e a EMA de 20 dias (US$ 1,47). Se perder o suporte, pode revisitar a mínima de 6 de fevereiro, em US$ 1,11; abaixo disso, o alvo psicológico é US$ 1,00.
BNB (BNB): apesar de ter rompido temporariamente US$ 587, o ativo mostra sombra inferior longa, sinalizando compras na baixa. A EMA de 20 dias (US$ 651) segue como resistência primária. Se o preço cair abaixo de US$ 570, o suporte psicológico de US$ 500 entra no radar.
Imagem: cointelegraph.com
Solana (SOL): a dificuldade de retornar ao nível de rompimento de US$ 95 evidencia pressão vendedora. Perda de US$ 76 pode levar o par SOL/USDT ao fundo de 6 de fevereiro (US$ 67) e, depois, a US$ 60. Para inverter o cenário, é preciso fechar acima de US$ 95.
Dogecoin (DOGE): rejeitado na EMA de 20 dias (US$ 0,10), o meme token mira a mínima de 6 de fevereiro, em US$ 0,08. Caso falhe a defesa, US$ 0,06 se torna próximo suporte. Superar a EMA de 20 dias abriria espaço para US$ 0,12.
Bitcoin Cash (BCH): compradores impulsionaram o preço acima da SMA de 50 dias (US$ 571) no domingo, mas não sustentaram o movimento. Negociação abaixo da EMA de 20 dias (US$ 551) reforça risco de queda até US$ 500; perda desse nível pode levar a US$ 443. Alta consistente só virá com fechamento acima da SMA de 50 dias.
Cardano (ADA): tentativas repetidas de romper a EMA de 20 dias (US$ 0,28) falharam, aumentando a probabilidade de recuo até a linha de suporte de seu canal descendente. Se houver reação nesse ponto e rompimento da EMA, o preço pode permanecer dentro do canal; rompimento para baixo projeta alvo em US$ 0,15.
Apesar do sentimento negativo no curto prazo, estatísticas históricas apontam que o Bitcoin apresentou desempenho positivo em 50% dos últimos 24 meses. Modelo estatístico do economista Timothy Peterson indica 88% de probabilidade de o BTC estar mais alto em dez meses.
Até que sinais técnicos revertam, analistas alertam para a possibilidade de novos testes de suporte tanto no mercado de criptomoedas quanto nos índices tradicionais.