O Bitcoin (BTC) voltou a avançar nesta segunda-feira (2) e passou dos US$ 69 mil, contrariando o movimento de queda observado na maioria dos mercados internacionais após o recente confronto militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Por volta das 15h (horário de Brasília), a criptomoeda era negociada a US$ 69.608, alta de 4,1% em 24 horas. Entre os principais ativos digitais, o Ethereum (ETH) subia 3,3%; o BNB, 3,5%; o XRP, 2,2%; e a Solana (SOL) liderava os ganhos, com elevação de 4,3%.
A valorização do BTC ocorre em meio a um cenário de forte aversão ao risco, que pressionou ações e outras classes de ativos. Para Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, o resultado indica que a criptomoeda não sofreu deterioração estrutural e demonstra “maior solidez relativa” dentro do mercado cripto, evidenciando demanda cada vez mais estrutural, e não apenas especulativa.
Pela primeira vez em muito tempo, o BTC replicou o comportamento do ouro, tradicional refúgio em tempos de tensão. O metal precioso avançava 1,2% no mesmo horário. Segundo Mike McGlone, estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, petróleo e ouro já precificavam o risco geopolítico e podem ter atingido picos em 2026 após os ataques. Ele acrescenta que a queda do Bitcoin para US$ 63 mil em 28 de fevereiro, seguida da recuperação recente, pode sinalizar alívio para ativos de risco.
Imagem: infomoney.com.br
Dados da empresa de análise Elliptic mostram que, minutos depois dos bombardeios, as saídas de criptomoedas de exchanges iranianas dispararam mais de 700%, sugerindo retirada acelerada de recursos em meio à instabilidade regional.