NOVA YORK, 26 de abril de 2024 – A BlackRock, que administra cerca de US$ 14 trilhões em ativos, não pretende ampliar seu portfólio com fundos de criptomoedas considerados “exóticos”, informou Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da gestora.
Em entrevista ao programa Crypto World, da CNBC, nesta sexta-feira (26), Mitchnick afirmou que a empresa continuará avaliando novas oportunidades, mas adotará uma abordagem “criteriosa” ao selecionar produtos. “Veremos estruturas mais incomuns chegando ao mercado; algumas podem atrair investidores, mas seremos seletivos quanto ao que colocar em um ETF da iShares”, disse.
Segundo o executivo, a maior demanda ainda recai sobre Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), embora existam “nichos de interesse” em outros ativos. A BlackRock acompanhará fatores como maturidade, liquidez, escala e casos de uso antes de considerar a inclusão de novas criptomoedas em seus fundos.
Na quinta-feira (25), a gestora colocou no mercado o iShares Staked Ethereum Trust (ETHB). O fundo permite ao investidor obter rendimento por meio das recompensas de staking da rede Ethereum, além da potencial valorização do preço do ETH. No dia de estreia, o ETHB registrou volume negociado de mais de US$ 15,5 milhões e captação de US$ 43,5 milhões, de acordo com dados da Farside Investors.
O ETHB é o segundo produto da companhia lastreado em Ether. O primeiro, o iShares Ethereum Trust ETF (ETHA), lançado em julho de 2024, já acumula quase US$ 12 bilhões em entradas líquidas.
Imagem: cointelegraph.com
A BlackRock também prepara o Bitcoin Premium Income ETF, que pretende gerar renda vendendo opções de compra cobertas sobre contratos futuros de Bitcoin. As distribuições periódicas sacrificarão parte da valorização potencial em relação ao iShares Bitcoin Trust (IBIT), fundo spot que replica o preço do BTC.
Desde o lançamento em janeiro de 2024, o IBIT captou mais de US$ 63 bilhões. Mitchnick destacou que os cotistas do produto se mostram majoritariamente de longo prazo, aproveitando quedas de mercado para ampliar posição.
Com a estratégia de evitar estruturas complexas, a BlackRock reforça sua intenção de ampliar a oferta de criptomoedas apenas quando avaliar que há liquidez, escala e demanda suficientes.