A BMW informou que começará a utilizar robôs humanoides em sua unidade de Leipzig, na Alemanha, ainda este ano, marcando a primeira aplicação desse tipo de tecnologia em uma fábrica automotiva europeia.
Os robôs serão fornecidos pela empresa sueca Hexagon e atuarão em duas frentes: linhas de montagem convencionais e produção de baterias de alta tensão para veículos elétricos, setor no qual os funcionários normalmente trabalham com vestimentas de proteção pesadas.
A decisão de levar humanoides a Leipzig segue um projeto-piloto realizado em Spartanburg, na Carolina do Sul (EUA), onde as máquinas posicionaram peças de chapa metálica para soldagem. Durante dez meses, elas operaram em turnos de 10 horas, cinco dias por semana, contribuindo para a produção de mais de 30 mil veículos, segundo a montadora.
De acordo com a BMW, a atividade exigia alta velocidade e precisão e era fisicamente desgastante para os trabalhadores humanos. A companhia afirma que, na Alemanha, os robôs complementarão a automação já existente, aliviando a carga sobre os operadores e melhorando as condições de trabalho.
“A digitalização aumenta a competitividade da nossa produção na Europa e no mundo”, declarou Milan Nedeljković, diretor de produção da BMW, que assumirá o cargo de presidente-executivo em maio. Já Michael Ströbel, chefe de gestão de processos, acrescentou que a adoção de humanoides pode permitir à empresa internalizar etapas hoje terceirizadas.
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Montadoras como Tesla, Hyundai, Toyota, Mercedes-Benz e Ford também testam humanoides em suas fábricas. O banco Morgan Stanley projeta que o mercado global desses robôs alcançará US$ 5 trilhões até 2050, impulsionado, principalmente, pela adoção em larga escala na China.
Entre os fornecedores automotivos, a alemã Schaeffler assinou acordos para adquirir centenas de unidades de startups como a alemã Neura Robotics e a britânica Humanoid, reforçando a tendência de expansão dessa tecnologia no setor.