Sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes nesta segunda-feira (9), o agravamento do conflito no Irã voltou a dominar o humor dos mercados e puxou os principais índices acionários dos Estados Unidos para baixo.
Às 11h23 (horário de Brasília), o Dow Jones perdia 1,41%, aos 46.831,45 pontos. O S&P 500 recuava 1,16%, para 6.661,55 pontos, enquanto o Nasdaq caía 0,90%, aos 22.176,58 pontos.
Entre os setores, as maiores baixas eram registradas por industrial (-1,64%), materiais (-1,57%) e financeiro (-1,61%).
A continuidade dos ataques do Irã contra países vizinhos, após a escolha de Mojtaba Khamenei como sucessor do líder supremo assassinado Ali Khamenei, impulsionou o preço do barril de petróleo acima de US$ 100. Analistas lembram que a combinação de petróleo caro e o relatório de emprego (payroll) mais fraco da semana passada reforça o debate sobre um possível quadro de estagflação nos Estados Unidos.
Para Thierry Wizman, estrategista do Macquarie Group, o governo iraniano deve manter um nível elevado de tensão para aumentar seu poder de barganha em futuras negociações de cessar-fogo. O especialista avalia ainda que a nomeação de Mojtaba, cuja família morreu no mesmo ataque que matou Ali Khamenei, confere caráter pessoal ao conflito e sugere desejo de vingança.
Imagem: Peter Morgan via valorinveste.globo.com
Wizman pondera que, se a guerra se prolongar, os bancos centrais tenderão a focar na alta recente do petróleo, lembrando o choque observado durante a guerra na Ucrânia. Segundo ele, o impacto do encarecimento da commodity nos índices de preços deve aparecer apenas nos relatórios de inflação de maio.
Enquanto não há sinal de trégua no Oriente Médio, investidores seguem cautelosos e evitam ativos de risco em Nova York.