O Brasil permaneceu na vice-liderança do ranking global de juros reais mesmo depois da redução da Selic para 14,75% ao ano decidida na quarta-feira (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
De acordo com levantamento do Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence, a taxa de juros real brasileira — calculada a partir da projeção de inflação para os próximos 12 meses (4,03% no boletim Focus) e dos juros de mercado para igual período — avançou de 9,23% ao ano, em janeiro, para 9,51% ao ano em março.
A Turquia segue no topo da lista, com juros reais de 10,38% ao ano, ante 9,88% no início do ano. Na sequência do Brasil aparecem Rússia e Argentina, ambas com 9,41%, e México, com 5,39%. O ranking reúne 40 economias, cuja média de juros reais está em 2,18% ao ano.
Quando considerados apenas os juros nominais, o Brasil ocupa o quarto lugar, atrás de Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,5%). Ficam logo abaixo Colômbia (10,25%), México (7%) e África do Sul (6,75%).
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Entre as 40 nações avaliadas, 82,5% mantiveram suas taxas básicas no período, 10% promoveram cortes e 7,5% elevaram os juros.
A consultoria responsável pelo estudo avalia que as pressões inflacionárias internas persistem em razão do quadro fiscal e de um mercado de trabalho ainda aquecido. No cenário internacional, o conflito entre Estados Unidos e Irã aumenta as incertezas e dificulta as decisões de política monetária.