BTG mantém compra de TEPP11 e vê dividend yield anualizado perto de 16%

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O BTG Pactual reafirmou, em 22 de fevereiro de 2026, a recomendação de compra para o fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11). O banco definiu preço-alvo de R$ 10,10 por cota, o que sugere potencial de valorização de 10% em relação ao último fechamento, de R$ 9,19.

Desconto sobre o valor patrimonial e proventos elevados

De acordo com os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, o TEPP11 é negociado com desconto de 4% frente ao valor patrimonial (P/VP), resultando em uma relação risco-retorno considerada atrativa. Para o primeiro semestre de 2026, a dupla projeta proventos de aproximadamente R$ 0,12 por cota, o que representa dividend yield anualizado de 15,7%, acima da média de cerca de 10% dos fundos de lajes corporativas.

Estrategia de gestão ativa

O fundo concentra a estratégia em adquirir participações relevantes em imóveis corporativos classe B, realizar melhorias, aumentar a ocupação e, posteriormente, vender os ativos para capturar ganho de capital.

A principal operação dentro desse modelo foi a venda do edifício Condomínio São Luiz, em São Paulo, no início de 2024. A transação gerou TIR de 11%, acréscimo de R$ 9,34 por cota e reduziu a alavancagem do fundo de 10% para 7,3% do patrimônio líquido.

Novas aquisições e obrigações futuras

Após o ciclo de desinvestimentos, o TEPP11 voltou às compras com a aquisição dos prédios Top Center, Faria Lima e GPA Jardins, também na capital paulista. Parte dessas operações foi estruturada por meio de troca de cotas e pagamentos parcelados.

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Imagem: Igor Grecco via moneytimes.com.br

Os analistas projetam que, em 2027, o fundo terá de desembolsar R$ 80 milhões referentes às parcelas restantes dessas aquisições. Os recursos podem vir da venda de ativos, de novas emissões ou do aumento do endividamento.

Vacância e melhorias

A carteira apresenta vacância de 5,7%. A administração planeja benfeitorias nos imóveis — em especial no Top Center —, com o objetivo de reduzir espaços vagos, ampliar a receita recorrente e favorecer a reprecificação dos ativos.

Para o BTG, a combinação entre distribuição extraordinária de dividendos no curto prazo, execução bem-sucedida da estratégia de gestão e qualidade operacional sustenta a visão positiva para o fundo.

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