Casa Branca reúne representantes de criptoativos e bancos para discutir projeto de lei sobre mercado digital

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Representantes do setor de criptoativos e de instituições financeiras participaram, nesta quinta-feira (19), de uma nova reunião na Casa Branca para tentar chegar a um consenso sobre o projeto de lei CLARITY, em análise no Senado dos Estados Unidos. O principal ponto de divergência continua sendo o rendimento sobre stablecoins.

Em entrevista à Fox News, o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, afirmou que o diretor jurídico da empresa, Stuart Alderoty, esteve presente no encontro realizado mais cedo. O encontro sucede outra reunião, em 10 de fevereiro, que não conseguiu selar um acordo sobre o mesmo tema.

Tramitação conturbada no Congresso

O CLARITY Act foi aprovado pela Câmara dos Representantes em julho de 2024, mas enfrenta sucessivos atrasos no Senado. Entre os motivos estão dois shutdowns do governo — o mais longo durou 43 dias em 2025 —, questionamentos de parlamentares democratas sobre possíveis conflitos de interesse e pressões por ajustes envolvendo finanças descentralizadas, ações tokenizadas e rendimento de stablecoins.

Na véspera da reunião na Casa Branca, reguladores e congressistas, entre eles o presidente da CFTC, Michael Selig, participaram de um fórum no clube Mar-a-Lago, de propriedade do ex-presidente Donald Trump. No evento, o senador por Ohio Bernie Moreno disse esperar que o texto esteja pronto para sanção presidencial até abril.

Posicionamentos do setor

Em nota enviada ao Cointelegraph, o CEO do Crypto Council for Innovation, Ji Hun Kim, classificou o encontro desta quinta-feira como “construtivo” e afirmou que as discussões avançam para um arcabouço que proteja consumidores norte-americanos e mantenha a competitividade do país.

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Imagem: cointelegraph.com

Comissões divididas

Em janeiro, o Comitê de Agricultura do Senado aprovou sua própria versão do projeto. Já o Comitê Bancário, peça-chave para a tramitação, adiou indefinidamente a votação após o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, criticar dispositivos que limitam recompensas sobre stablecoins e, segundo ele, fortalecem a SEC em detrimento da CFTC.

Até a tarde desta quinta-feira, o Comitê Bancário ainda não havia remarcado a sessão de análise do texto.

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