O Certificado de Depósito Bancário (CDB) deixou de ser visto apenas como aplicação “básica” de perfis conservadores e passou a ocupar diferentes funções nas carteiras de quem investe, desde a formação de reserva de emergência até a proteção contra a inflação.
Versões com liquidez diária costumam acompanhar o rendimento do CDI e garantem que parte do patrimônio fique disponível em caso de imprevistos ou oportunidades. Nessa etapa, o fator decisivo é a facilidade de resgate, não o retorno máximo.
Após garantir caixa imediato, o investidor pode recorrer a CDBs com vencimento determinado para objetivos como viagens, troca de veículo ou entrada de imóvel. Esse formato oferece taxas mais altas do que aplicações de saque instantâneo, pois o capital permanece aplicado até a data acordada, alinhando horizonte e rentabilidade.
Em prazos mais longos, cresce a preocupação com a corrosão do poder de compra. CDBs indexados ao IPCA combinam remuneração fixa com a variação anual da inflação, assegurando ganho real ao serem mantidos até o vencimento. A busca por títulos atrelados à inflação costuma ganhar força em cenários de juros e expectativas econômicas voláteis.
Tanto os prefixados quanto os atrelados ao IPCA podem servir a estratégias mais ativas. Quando as taxas de mercado estão altas, é possível “travar” condições atrativas. Caso os juros recuem no futuro, novos CDBs tendem a pagar menos, valorizando os papéis adquiridos anteriormente. Esse movimento pode gerar lucro adicional pela marcação a mercado na venda antes do vencimento.
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É importante lembrar que, quanto maior o prazo, maior a oscilação desses títulos no curto prazo. Por isso, a estratégia costuma ser indicada a investidores que toleram variações e desejam usar a renda fixa de forma tática.
Com diferentes prazos, indexadores e condições de resgate, o CDB se mostra uma ferramenta versátil para compor a carteira em diversas fases da vida financeira, atendendo a necessidades de liquidez, planejamento ou proteção contra a inflação.