Ao comparar Certificados de Depósito Bancário (CDBs), o investidor costuma buscar a maior taxa possível. Entretanto, especialistas alertam que a rentabilidade oferecida não deve ser o único critério na hora da escolha, já que não existe teto formal para a remuneração desses títulos. Três fatores ajudam a avaliar se o retorno apresentado compensa os riscos e as condições do produto.
Grandes bancos tendem a pagar percentuais próximos da média do mercado, pois contam com ampla base de clientes e acesso facilitado a recursos. Instituições médias e pequenas, por outro lado, costumam oferecer remunerações superiores para atrair novos aportes. Antes de aplicar, vale investigar o histórico do emissor, a qualidade da gestão e o rating de crédito.
Ganhos acima da média normalmente exigem contrapartidas, como prazos mais longos ou impossibilidade de resgate antecipado. Para quem reserva recursos de emergência, a prioridade é liquidez imediata; portanto, taxas muito elevadas para aplicações com saque a qualquer momento merecem atenção extra a eventuais restrições, limites de valor ou caráter promocional.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Quantias que superam esse teto ficam descobertas em caso de intervenção ou liquidação do banco. Avaliar o montante aplicado em relação à garantia disponível é essencial, já que o prazo de ressarcimento depende do andamento do processo de liquidação.
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Antes de optar pelo CDB com a maior remuneração anunciada, o investidor deve conferir a saúde do emissor, compreender as regras de resgate e respeitar os limites de proteção do FGC. Esses cuidados ajudam a equilibrar retorno e segurança na carteira.