Minneapolis (EUA) – Sessenta presidentes executivos de companhias sediadas em Minnesota divulgaram uma carta aberta nesta segunda-feira, 26, pedindo “desescalada imediata das tensões” e cooperação entre autoridades federais, estaduais e municipais depois da morte do enfermeiro Alex Pretti, 37, baleado por agentes federais de imigração no sábado, 24.
Pretti, profissional de UTI, filmava uma operação do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em Minneapolis quando tentou socorrer uma mulher derrubada por agentes. Segundo testemunhas, ele foi atingido por agente químico, empurrado ao solo e agredido. Um agente retirou a arma registrada que estava em sua cintura antes de outros agentes dispararem vários tiros, matando-o no local.
O episódio ocorre poucas semanas após o caso de Renee Nicole Good, morta em ação da Imigração e Alfândega (ICE) na mesma cidade, o que já havia provocado protestos.
No documento, os executivos afirmam que o setor empresarial “tem trabalhado nos bastidores” com o governador Tim Walz, a Casa Branca, a vice-presidência e prefeitos locais para “avançar soluções reais”. O texto destaca:
“Com a notícia trágica de ontem, clamamos por paz e cooperação focada entre líderes locais, estaduais e federais para obter uma solução rápida e duradoura.”
Os signatários declararam ainda o compromisso de continuar investindo no estado: “Trabalhamos há gerações para construir um Minnesota forte e vibrante e seguiremos com igual ou maior empenho nos próximos anos”.
Imagem: Landon Mion FOXBusiness via foxbusiness.com
O governador Tim Walz defendeu ordem e paz, mas criticou a presença federal: “Minnesota acredita em lei e ordem, acredita na paz, e acredita que Trump precisa retirar seus 3.000 agentes despreparados antes que matem outro americano nas ruas”, disse no domingo, 25.
Desde o início de janeiro, manifestações têm tomado as ruas de Minneapolis, enquanto o governo Trump sustenta a atuação dos agentes federais e líderes locais pedem a saída das equipes de imigração.
Até o momento, não há previsão oficial para redução do efetivo federal na cidade.