Comprar um imóvel sem precisar de um relacionamento amoroso virou alternativa para muitos norte-americanos. A prática, conhecida como co-buying, reúne amigos ou familiares na assinatura do financiamento e avança em meio ao encarecimento da moradia nos Estados Unidos.
Kate Wood, especialista em crédito da NerdWallet, afirma que o alto custo dos imóveis impulsiona a decisão de juntar recursos. “Estamos vendo pessoas comprarem com amigos ou parentes com quem não mantêm vínculo romântico”, explicou.
Segundo Wood, uma em cada quatro aquisições realizadas em 2024 foi feita por mulheres solteiras — proporção “substancialmente maior” que a de homens solteiros.
O Perfil 2025 da National Association of Realtors (NAR) mostra que, entre os compradores de primeira viagem no período de julho de 2024 a junho de 2025:
Entre todos os compradores, a distribuição foi de 61% para casais, 21% para mulheres solteiras e 9% para homens solteiros.
O estudo também aponta que a idade média do primeiro imóvel subiu de 38 anos em 2024 para 40 anos, enquanto os estreantes representaram 21% das transações em 2025.
Imagem: Elizabeth Heckman via foxbusiness.com
Kristina Modares, estrategista da plataforma Joynt, relatou ter comprado imóveis com amigos, familiares e um parceiro romântico. “Tentei comprar sozinha aos 23 anos, mas não consegui aprovação. Então chamei um amigo e funcionou”, contou.
Modares frisa que o processo exige avaliação cuidadosa dos futuros coproprietários e destaca que o modelo transforma o imóvel em investimento compartilhado. “O sonho americano está sendo reimaginado”, disse.
Levantamento da Redfin indica que o pagamento mensal médio caiu para US$ 2.413 nas quatro semanas encerradas em 11 de janeiro, quase o menor patamar em dois anos. A queda poderia ser maior se os preços não estivessem 1% acima do mesmo período do ano anterior — no início de 2025, o avanço era de 4% a 5%.
Entre as regiões com maior recuo no preço mediano estão Dallas (-4,4%) e San Jose, Califórnia (-3,7%). Ao todo, 15 áreas metropolitanas registraram baixa. Na contramão, Detroit, Filadélfia, Chicago e Warren, em Michigan, lideram as altas.