LEBANON, Tennessee – Aos 93 anos, o cofundador da Cracker Barrel, Tommy Lowe, condenou publicamente a recente tentativa de mudança de logotipo da rede de restaurantes e lojas de conveniência, estimada em US$ 700 milhões.
Em entrevista à emissora local WTVF NewsChannel 5, Lowe classificou o novo logotipo — apenas tipográfico — como “lastimável” e “dinheiro jogado na rua”. O empresário aconselhou a liderança atual a “manter o estilo country” caso queira preservar a clientela.
A marca, com sede em Lebanon (Tennessee), apresentou o redesign na semana passada como parte de um amplo plano de modernização conduzido pela CEO Julie Felss Masino. A mudança, porém, provocou forte rejeição nas redes sociais, queda no preço das ações e críticas até do ex-presidente Donald Trump.
No dia seguinte às críticas, a companhia voltou atrás e anunciou a manutenção do logotipo tradicional, conhecido como “Old Timer”, criado em 1977.
Lowe, que inaugurou o primeiro Cracker Barrel em 1969 na interestadual 40, questionou a familiaridade da nova direção com as raízes da marca. Ele citou especificamente Masino, ex-executiva do Taco Bell. “O que o Taco Bell entende de comida country?”, indagou.
A CEO havia divulgado em maio de 2024 um “plano de transformação estratégica”, que incluía a atualização da identidade visual da rede.
Imagem: Jasmine Baehr FOXBusiness via foxbusiness.com
Em sua plataforma Truth Social, Donald Trump elogiou a decisão de recuo: “Parabéns à Cracker Barrel por restaurar o logotipo original. Façam seus clientes felizes novamente!”.
Consumidores de Lebanon também se manifestaram. Muitos defenderam que, “se algo não está quebrado, não se deve consertar”.
Lowe lembrou um conselho recebido no início da operação pelo músico de bluegrass David “Stringbean” Akeman: “Parece bom, mas mantenha o country. Se não mantiver, não vai dar certo”.
A rede conta hoje com mais de 660 unidades nos Estados Unidos e assegurou que elementos tradicionais, como as cadeiras de balanço e o café da manhã “Uncle Herschel”, continuarão presentes.