Nova York, 30 jan. – O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos caiu 9,7 pontos em janeiro e atingiu 84,5, o menor patamar desde maio de 2014, quando marcou 82,2, informou nesta terça-feira (30) a The Conference Board.
O resultado preliminar reverte o leve aumento registrado em dezembro, cujo dado foi revisado para cima, de 93,4 para 94,2. Com o recuo de janeiro, o indicador ficou abaixo dos piores níveis observados durante a pandemia de COVID-19.
Segundo Dana M. Peterson, economista-chefe da entidade, os cinco componentes do índice deterioraram-se, refletindo preocupações maiores com a situação atual e com as perspectivas para os próximos meses.
A percepção sobre condições de negócios e emprego para os próximos seis meses mergulhou ainda mais em território negativo, e o otimismo em relação à renda familiar diminuiu.
A queda foi ampla entre democratas, republicanos e independentes, com a maior retração observada entre os independentes. Todos os grupos etários e de renda também relataram menor confiança:
A avaliação sobre a situação financeira atual das famílias melhorou levemente em janeiro, após a revisão do dado de dezembro passar de terreno negativo para um pequeno saldo positivo. Já as expectativas sobre as finanças pessoais voltaram a cair.
Imagem: Eric Revell FOXBusiness via foxbusiness.com
O percentual de entrevistados que considera “algo provável” uma recessão nos próximos 12 meses diminuiu, assim como o dos que veem tal cenário como “improvável”. Por outro lado, aumentou a fatia que julga “muito provável” uma recessão ou que acredita que o país “já está” em recessão.
Os números chegam na semana em que o Federal Reserve se reúne e deve manter os juros inalterados. O ambiente de cautela contrasta com o desempenho observado no terceiro trimestre de 2023, quando a economia norte-americana cresceu no ritmo mais rápido em dois anos, impulsionada pelo consumo.
O índice de confiança do consumidor é considerado um termômetro importante para a trajetória da atividade econômica dos EUA, cuja maior parte é movida justamente pelos gastos das famílias.