A intensificação das hostilidades entre Estados Unidos e Irã provocou uma onda de aversão ao risco nos mercados globais. As principais Bolsas registraram forte queda, enquanto o barril do petróleo Brent superou a marca de US$ 90, patamar bem acima dos US$ 60 usados como referência pelos economistas da XP.
O petróleo responde por cerca de 13% das exportações brasileiras e a produção doméstica continua em expansão. Se as cotações atuais forem mantidas, as vendas externas do produto podem aumentar em US$ 17 bilhões, o que reduziria o déficit em conta-corrente para 2,4% do PIB.
Apesar de a inflação de curto prazo permanecer comportada, a alta expressiva do petróleo e de seus derivados adiciona viés de alta às projeções, exigindo monitoramento mais atento nos próximos meses.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, mas no quarto trimestre a expansão foi de apenas 0,1% frente ao trimestre anterior, confirmando desaceleração em meio a juros elevados. Para 2026, a XP estima crescimento de 0,8% no primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2025 (alta de 1,4% na comparação anual) e avanço de 2,0% no acumulado do ano.
O rali recente das ações no Brasil criou uma disparidade entre papéis impulsionados pelo capital estrangeiro e outros que ficaram para trás. A XP avalia que, em algum momento, investidores ativos podem migrar para uma estratégia de convergência, favorecendo setores ainda descontados. O estudo Raio-XP quantificou o fluxo estrangeiro por segmento e apontou os ativos com maior potencial de recuperação.
Na agenda de resultados do quarto trimestre de 2025, RD Saúde (RADL3), Localiza (RENT3) e Aura (AURA33) já apresentaram seus números. Na próxima semana, será a vez de PRIO (PRIO3), CSN (CSNA3) e outras companhias divulgarem desempenho.
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A temporada de balanços norte-americana terminou com surpresa positiva: o lucro por ação real do S&P 500 superou as estimativas em 4,4 pontos percentuais no quarto trimestre, liderado pelo setor de tecnologia. Para o primeiro trimestre de 2026, porém, as projeções foram revisadas para baixo em 3,0 pontos percentuais, com expectativa de crescimento de 9,8% ano a ano. A XP ajustou marginalmente suas estimativas setoriais diante desse quadro.
Para março, a XP manteve a alocação recomendada por classe de ativo em suas três políticas de investimento, alegando que as oscilações recentes dos prêmios de risco não justificam mudanças. A gestora segue priorizando diversificação entre renda fixa, ações e fundos.
O calendário de proventos do mês inclui distribuições de Banco do Brasil (BBAS3), Gerdau (GGBR4) e diversos fundos imobiliários, oferecendo alternativas para investidores em busca de renda recorrente por meio de dividendos e juros sobre capital próprio.