A duração média para erguer uma residência nos Estados Unidos chega a quase 14 meses em algumas áreas do país, segundo dados da National Association of Home Builders (NAHB) e do Survey of Construction (SOC) 2024, do U.S. Census Bureau.
No Oriente Médio Atlântico, o intervalo entre a liberação do projeto e a entrega das chaves é o mais demorado: 13,7 meses. Em seguida vêm Nova Inglaterra, com pouco mais de 13 meses, e a região do Pacífico, com 10,8 meses. Nas Montanhas Rochosas, o prazo médio é de 10 meses, enquanto o Centro-Norte Oriental registra 9,4 meses. Todas essas áreas superam a média nacional, estimada em 9,1 meses.
O menor tempo de construção foi verificado no Atlântico Sul, onde a obra leva em média 7,8 meses para ser concluída.
O espaço entre a emissão da licença e o início efetivo dos trabalhos também varia: no Centro-Norte Oriental o processo leva cerca de 0,9 mês, o mais curto do país; já na região do Pacífico chega a 2,1 meses, o mais longo.
Para o economista-chefe do Realtor.com, Joel Berner, o ambiente regulatório é o principal fator por trás das disparidades. Segundo ele, normas de zoneamento e exigências ambientais são mais rígidas no Nordeste, no Meio-Atlântico e no Pacífico, enquanto estados do centro do país adotam regras mais flexíveis. Cidades como Houston, no Texas, exemplificam a construção quase sem restrições de zoneamento, frisou.
Berner acrescentou que a quantidade de legislações e a sobreposição de competências municipais, estaduais e regionais impõem “mais obstáculos” aos construtores nessas localidades.
Imagem: Daniella Genovese FOXBusiness via foxbusiness.com
A demora na aprovação e na conclusão das obras desestimula incorporadoras, agravando a escassez de imóveis em mercados já pressionados, como o Nordeste. O economista observa que, sem essas barreiras, o interesse dos empreendedores aumentaria, pois se trata de um mercado potencialmente mais lucrativo.
Outro ponto destacado por Berner é a preferência de regiões como Nordeste e Pacífico por projetos personalizados, em detrimento de empreendimentos padronizados em larga escala, prática que também estende o cronograma de obras.
O levantamento foi divulgado em meio a esforços do setor para ampliar a oferta de moradias e atenuar a pressão sobre preços e aluguéis nos Estados Unidos.