Copa do Mundo de 2026: estudo do Santander indica quem pode ganhar ou perder na B3

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São Paulo – A seis meses do início da Copa do Mundo de 2026, o Santander mapeou os setores e as empresas listadas na B3 com maior exposição ao torneio, estimando quais papéis tendem a se valorizar e quais podem enfrentar pressão durante o evento.

Empresas com potencial de alta

Grupo SBF (SBFG3) – Controladora da Centauro, a companhia planeja encomendar cerca de 850 mil camisas da seleção brasileira, 21% a mais que em 2022. O banco calcula receita incremental de aproximadamente R$ 390 milhões em 2026, algo em torno de 4% das vendas.

Mercado Livre (MELI34) – O marketplace deve se beneficiar do aumento da procura por televisores e eletrodomésticos, impulsionada pela parceria com a Casas Bahia. Se captar 30% das vendas de TVs da varejista no período, o GMV da plataforma pode crescer cerca de 2% no segundo trimestre de 2026. A migração temporária do consumo para o canal online, reforçada por promoções com QR codes durante as transmissões, é vista como outro motor de vendas.

Casas Bahia (BHIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) – Grandes eventos esportivos costumam estimular a troca de aparelhos de TV e itens de linha branca, tendência que o banco compara a uma Black Friday concentrada.

Vulcabras (VULC3) – Embora não diretamente ligada ao torneio, a empresa pode registrar demanda adicional pelas chuteiras Mizuno, mais presentes nos gramados profissionais, funcionando como exposição de marca sem custo.

Arcos Dorados (ARCO) – Operadora do McDonald’s na América Latina, costuma lançar menus temáticos inspirados nos países participantes, estratégia que pode compensar parte da queda de fluxo em dias de jogo.

CVC (CVCB3) – A expectativa é de aumento nas reservas internacionais, motivado pela realização da Copa nos Estados Unidos, México e Canadá, potencial catalisador de vendas em 2026.

Negócios sob pressão

Varejo de vestuário – Renner (LREN3), C&A (CEAB3), Guararapes (GUAR3) e Azzas (AZZA3) tendem a registrar fluxo menor em lojas físicas durante as partidas. Para a Vivara (VIVA3), o Santander prevê impacto mais brando devido ao tíquete médio elevado.

Redes de farmácias – RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3) podem sofrer redução de visitas, embora o caráter essencial dos produtos deva limitar perdas.

Supermercados – Assaí (ASAI3), Grupo Mateus (GMAT3) e Pão de Açúcar (PCAR3) devem sentir efeito limitado, com possível compensação via aumento de vendas de carnes, bebidas alcoólicas e snacks.

Efeitos ampliados em 2026

A próxima edição será a primeira com 48 seleções, estendendo a duração do campeonato. O campeão precisará disputar oito partidas, uma a mais que no formato anterior. Para o Santander, a agenda mais longa tende a intensificar os impactos positivos e negativos sobre o consumo.

Duas variáveis são consideradas cruciais: o horário dos jogos, majoritariamente às 19h e 22h (de Brasília) por causa do fuso com os países-sede, e o desempenho da seleção brasileira. Se o Brasil avançar até a final, poderá jogar até oito vezes, com frequência maior em dias úteis caso termine a fase de grupos em segundo lugar.

Na avaliação do banco, a Copa de 2026 não deve impulsionar o varejo de forma generalizada, mas deslocar o consumo entre segmentos, abrindo espaço para operações de compra e venda mais seletivas na bolsa.

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