A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado, aprovou nesta quarta-feira (18) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do fundo de investimentos Arleen.
O Arleen tem participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que, entre 2021 e 2025, foi controlado em conjunto pela empresa familiar Maridt, dos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, e pelo próprio fundo. A entrada do Arleen na sociedade ocorreu em 2021, após a compra de cotas pertencentes aos irmãos e a um primo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Segundo as investigações, o Arleen integra uma rede de fundos usada pelo Banco Master em supostas fraudes. O fundo é controlado pelo Leal, administrado por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como controlador de parte do resort.
Em posicionamento divulgado anteriormente, Dias Toffoli afirmou não saber quem geria o Arleen e negou qualquer relação de amizade com Vorcaro.
Além da quebra de sigilo, a CPI decidiu convocar a empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro. A iniciativa foi proposta pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) e pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), que citaram mensagens apreendidas pela Polícia Federal nas quais Vorcaro menciona encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
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A comissão rejeitou a solicitação do senador Humberto Costa (PT-PE) para convocar o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto.
Com essas decisões, a CPI avança na apuração de eventuais irregularidades envolvendo o grupo financeiro ligado ao Banco Master e suas conexões empresariais.