Crédito para veículos cresce em 2025 e preço de carro zero recua 5,9%, apontam B3 e Anef

Mercado Financeiro10 horas atrás10 Visualizações

O mercado de financiamento de veículos encerrou 2025 em expansão, mesmo com juros acima de 20% ao ano. Dados divulgados pela B3 e pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) indicam que 7,3 milhões de unidades — entre automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões — foram adquiridas por parcelamento no ano passado, maior volume desde 2012.

Em janeiro de 2026, o ritmo de crédito se manteve forte: 616 mil veículos foram financiados, melhor resultado para o mês desde 2008, segundo a B3, que também opera o Serviço Nacional de Gravames.

Participação do crédito no PIB

Levantamento da Anef mostra que o saldo das carteiras de financiamento de veículos para pessoas físicas e jurídicas equivalia a 4,3% do PIB em dezembro. Ao longo de 2025, o setor liberou R$ 284,4 bilhões em crédito.

Custo do financiamento

A taxa média anual para aquisição de veículos alcançou 21,5% no encerramento de 2025. O porcentual está acima dos atuais 15% da Selic, mas permanece inferior à média geral do mercado, calculada em 26,4%, de acordo com a associação que reúne as financeiras das montadoras.

Queda nos preços dos modelos zero-quilômetro

Apesar dos reajustes anunciados por fabricantes, o preço médio dos automóveis novos caiu 5,9% nos últimos 12 meses, conforme levantamento da B3 em parceria com a consultoria Bright. A redução é atribuída ao lançamento de modelos de menor preço e maior volume, ao aumento da concorrência, à formação de estoques nas concessionárias e às promoções para atrair consumidores.

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Imagem: redir.folha.com.br

Na prática, alguns veículos já chegam às lojas com preços inferiores aos sugeridos. O Citroën Basalt Feel 1.0 flex, por exemplo, tem valor oficial de R$ 103.890, mas aparece a R$ 96.690 no site da montadora e é ofertado por cerca de R$ 92,5 mil em concessionárias da cidade de São Paulo.

Perspectivas para 2026

Analistas consultados pelo Boletim Focus, divulgado em fevereiro, projetam queda da taxa básica de juros para 12,25% ao ano até dezembro de 2026. O Copom sinalizou que o primeiro corte na Selic pode ocorrer em março. Caso o custo do crédito diminua, a necessidade de descontos agressivos nas lojas tende a se reduzir, segundo executivos do setor.

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