Bitcoin e as dez maiores criptomoedas por valor de mercado iniciaram a semana estendendo a recuperação vista no fim de semana. De acordo com analistas de mercado, a melhora no sentimento dos investidores, reforçada por entradas recordes em fundos negociados em bolsa de Bitcoin, sustenta a procura por ativos de risco e abre espaço para novos avanços caso barreiras técnicas sejam superadas.
O índice S&P 500 recuou a partir de 6.945 pontos em 26 de dezembro, mas mantém suporte nas médias móveis. Se o nível de 6.945 for superado, o alvo passa a ser 7.000 pontos, com possível extensão até 7.290. Uma quebra abaixo da média móvel de 50 dias, atualmente em 6.809 pontos, pode levar o índice a 6.720 e prolongar a consolidação entre 6.550 e 6.945.
O DXY voltou a ficar acima da média móvel exponencial de 20 dias (98,46), mas encontra vendedores na média móvel simples de 50 dias (99,08). Perda do suporte em 98,03 pode manter o índice no intervalo entre 96,21 e 100,54. Já um fechamento acima de 100,54 abriria caminho para 104,87.
O BTC fechou acima da média móvel de 50 dias (US$ 89.231) e aproxima-se da resistência em US$ 94.589. O cruzamento de médias para alta e o RSI positivo sugerem vantagem dos compradores. Superada essa faixa, os próximos objetivos técnicos aparecem em US$ 100.000 e US$ 107.500. Caso perca as médias, a moeda tende a oscilar entre US$ 84.000 e US$ 94.589.
O ETH tocou a linha superior do triângulo simétrico com as médias apontadas para cima. Fechamento acima dessa barreira pode levar o preço a US$ 3.659 e, depois, a US$ 4.000. Se os vendedores empurrarem o ativo abaixo da linha de suporte do padrão, o movimento de baixa pode ser retomado.
O token subiu além das médias móveis e mira a linha de tendência de baixa dentro do canal descendente. Rejeição nessa região manteria a cotação dentro do canal. Um fechamento acima da linha de tendência sinaliza reversão de curto prazo e alvos em torno de US$ 3. Já a perda de US$ 1,61 devolveria o controle aos vendedores.
Depois de ultrapassar as médias em 29 de dezembro, o BNB avança rumo a US$ 928. Fechamento acima desse valor completaria um triângulo ascendente e projeta alvo em US$ 1.066. Se falhar e voltar abaixo das médias, o ativo pode alternar entre US$ 790 e US$ 928.
Imagem: cointelegraph.com
A SOL fechou acima das médias, com o RSI em terreno positivo. A resistência imediata fica em US$ 147. Recua a partir desse ponto tende a encontrar suporte na média de 20 dias (US$ 128); manutenção dessa área fortalece a probabilidade de rompimento e busca de US$ 172.
O DOGE ultrapassou as médias e anulou a quebra de US$ 0,13. O RSI em alta sugere continuação do movimento até US$ 0,16 e, possivelmente, US$ 0,19. Recuos devem encontrar suporte em US$ 0,13. Queda abaixo de US$ 0,11 retomaria o domínio dos vendedores e poderia levar o preço a US$ 0,10.
A ADA superou a média de 50 dias (US$ 0,40) e tenta chegar ao antigo suporte em US$ 0,50, onde se espera pressão vendedora. Caso o ativo recue de US$ 0,50, mas se sustente acima da média de 20 dias (US$ 0,38), o sentimento permanece positivo e há chance de rompimento da resistência. Perda de US$ 0,37 volta a colocar em risco o suporte crítico de US$ 0,33.
O BCH rompeu a resistência de US$ 651 em 30 de dezembro e tenta transformar US$ 631 em suporte. Caso consiga, o preço pode escalar para US$ 720. Para os vendedores, o tempo é curto: será preciso levar a cotação abaixo da média de 20 dias (US$ 605) para enfraquecer o impulso de alta.
Embora as projeções indiquem potencial de valorização, analistas enfatizam que todos os cenários dependem da manutenção do atual apetite por risco e de fatores macroeconômicos ainda imprevisíveis.