Falhas de divulgação ou de envio de dados obrigatórios foram a irregularidade mais frequente entre os 314 processos instaurados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que envolvem o Banco Master, a gestora Reag e empresas relacionadas.
O levantamento integra o relatório do Grupo de Trabalho do Banco Master, Reag e Entidades Conexas, apresentado ao Comitê de Governança e Gestão de Riscos (CGR) na segunda-feira, 2 de março.
Segundo a autarquia, a segunda categoria mais comum de infrações diz respeito a problemas de conformidade e de controles internos. Juntas, essas ocorrências evidenciam deficiências estruturais e sistêmicas na transparência e na governança das organizações ligadas ao grupo Master.
As condutas identificadas variam de atrasos no envio de informações periódicas e inconsistências cadastrais até omissões graves em operações complexas com potencial impacto a investidores.
Também aparecem entre as infrações mais recorrentes o descumprimento de deveres fiduciários, falhas no tratamento de conflitos de interesse e violações de outras normas aplicáveis a fundos de investimento.
Imagem: Estadão Conteúdo via moneytimes.com.br
A CVM informou ainda ter encontrado indícios de insider trading, fraude contra investidores e manipulação de mercado. Embora menos numerosos, esses casos são considerados de elevada gravidade pela reguladora.
O relatório foi divulgado em 3 de março de 2026.