Dario Durigan desponta como favorito para assumir Ministério da Fazenda

Mercado Financeiro2 dias atrás18 Visualizações

Brasília – O advogado Dario Durigan, 41, secretário-executivo da Fazenda, passou a ser apontado como principal nome para substituir Fernando Haddad no comando da pasta. O ministro está em férias até 11 de janeiro e já admitiu a intenção de deixar o cargo “até fevereiro” para se dedicar à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atuação como “CEO” do ministério

Durigan conduz interinamente as atividades da Fazenda desde o início do recesso de Haddad. Dentro da equipe, é chamado de “CEO” por organizar fluxos, delegar tarefas, cobrar resultados e concentrar informações das diversas secretarias. Nas últimas negociações, passou a despachar diretamente com Lula, de quem conquistou confiança.

Chegada em 2023 reorganizou a pasta

O secretário-executivo assumiu o posto em junho de 2023, quando a estrutura ainda sofria para se ajustar após o desmembramento do antigo superministério da Economia. Relatos de 11 integrantes da equipe indicam que a entrada de Durigan trouxe continuidade às decisões e acelerou a implementação de políticas.

Trajetória profissional

Nascido em Bebedouro e criado em Jaboticabal, interior paulista, Durigan formou-se em Direito pela USP e tem mestrado pela UnB. Ingressou na Advocacia-Geral da União em 2010 e trabalhou na Subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff, onde teve os primeiros contatos com Haddad, então ministro da Educação.

Entre 2013 e 2016, atuou na Prefeitura de São Paulo a convite de Haddad. Após a eleição de 2022, foi convidado para ser o número dois da Fazenda, mas recusou por motivos pessoais. À época, ocupava a diretoria de políticas públicas do WhatsApp.

Em maio de 2023, com a saída de Gabriel Galípolo para o Banco Central, superou o impedimento pessoal, pediu demissão da empresa de tecnologia e assumiu a secretaria-executiva em 8 de maio.

Relação com o Congresso

Durigan é visto por lideranças partidárias como interlocutor capaz de “resolver problemas”. Segundo o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), líder do partido na Câmara, o secretário alia preparo técnico a habilidade política, especialmente nas discussões de projetos que afetam as contas públicas.

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Imagem: redir.folha.com.br

Momentos de tensão

A atuação pragmática também registrou reveses. Em junho de 2024, a Medida Provisória que limitava o uso de créditos de PIS/Cofins foi devolvida pelo Congresso uma semana após o envio. Em maio de 2025, decreto que alterava alíquotas do IOF provocou atritos com o Legislativo e o Banco Central, resultando em recuo parcial.

Vitórias recentes

Mesmo com contratempos, colegas creditam a Durigan avanços como a reforma tributária sobre consumo e a instituição de imposto mínimo para altas rendas. No fim de 2025, liderou a negociação do projeto que reduziu benefícios fiscais de empresas e elevou tributos sobre casas de apostas, sinalizando uma transição na condução da agenda econômica.

Críticas internas

Entre 32 funcionários que respondem diretamente ao secretário, nove são mulheres e apenas uma ocupa cargo de subsecretária. A composição majoritariamente masculina e o estilo de cobrança intensa geram desconforto em parte da equipe. Ainda assim, servidores ressaltam que Durigan costuma ouvir a área técnica antes de decisões finais.

Próximos passos

Com Haddad prestes a deixar o governo, o Planalto avalia nomes para a sucessão. Dentro da Fazenda, a percepção é de que Durigan já exerce, na prática, funções de ministro. Ele evita comentar a disputa e reforça a lealdade a Haddad, mas interlocutores destacam que o secretário “caiu no gosto do chefe” e reúne apoio para assumir oficialmente a pasta.

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