Will Reeves, diretor-executivo e cofundador da empresa de recompensas em Bitcoin Fold, declarou que os protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) tendem a sobreviver a esforços governamentais e corporativos para impor regras tradicionais que limitem o setor a sistemas digitais permissionados.
Em entrevista ao Cointelegraph, Reeves comparou propostas de incluir verificações biométricas de identidade em contratos inteligentes a antigas tentativas de controlar a circulação de informações na internet, afirmando que tais medidas “sairão pela culatra”.
Entre as iniciativas citadas está o relatório “Strengthening American Leadership in Digital Financial Technology”, da Casa Branca, que recomenda a adoção de checagens de identidade em sistemas de ativos digitais.
Para Reeves, governos e instituições financeiras tradicionais utilizarão incentivos do mercado convencional para direcionar investidores a modelos de custódia permissionada, como fundos negociados em bolsa (ETFs). Esses veículos, lembrou ele, oferecem vantagens sobre a posse direta de criptomoedas, incluindo a possibilidade de serem usados como garantia em empréstimos.
“Ao longo do tempo, as redes abertas vencerão, mas veremos regulações projetadas para adiar esse avanço”, disse o executivo. Ele argumenta que instituições consolidadas impulsionam novas regras a fim de desacelerar a inovação enquanto se posicionam para entrar no setor cripto na próxima década.
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Segundo Reeves, a prioridade para preservar protocolos financeiros sem permissão é blindar desenvolvedores de software open source contra responsabilidades legais, evitando centralização excessiva e abusos regulatórios.
À medida que bancos e demais instituições ampliam sua atuação em cripto e solicitam maior supervisão estatal, defensores de privacidade temem que a intensificação do controle fragilize os princípios fundamentais do DeFi. Críticos alertam que exigências de credenciais governamentais ou outras obrigações de know your customer (KYC) prejudicam o acesso irrestrito, aumentam a vigilância financeira e aproximam o setor das características do sistema tradicional que pretendia substituir.
A discussão ocorre em meio ao avanço de propostas que podem redefinir os limites entre inovação descentralizada e regulamentação financeira global.