Disney amarga prejuízo de US$ 170 milhões com remake de “Branca de Neve”

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Los Angeles (EUA) – O live-action “Branca de Neve”, previsto para chegar aos cinemas em 2025, gerou um prejuízo estimado em US$ 168,7 milhões para a Disney, segundo apuração da revista Forbes.

Altos custos de produção

Documentos registrados no Reino Unido indicam que o longa-metragem consumiu US$ 336,5 milhões até dezembro de 2024. A cifra supera os gastos de títulos como “Rogue One: A Star Wars Story”, “Guardiões da Galáxia” e a versão live-action de “A Bela e a Fera”, que arrecadou US$ 1,3 bilhão em 2017.

Como as filmagens ocorreram em solo britânico, a Disney precisou criar a subsidiária Hidden Heart Productions para cumprir exigências locais. A legislação do país prevê reembolso parcial de despesas, o que garantiu à companhia o ressarcimento de US$ 64,9 milhões (52,3 milhões de libras). Mesmo assim, o custo líquido permaneceu em US$ 271,6 milhões.

Receita de bilheteria insuficiente

O cálculo do prejuízo considera a divisão tradicional de receitas entre estúdios e exibidores. Estudos de mercado apontam que as salas de cinema retêm, em média, 49% da arrecadação. Aplicada a “Branca de Neve”, essa proporção deixaria aproximadamente US$ 102,9 milhões para o estúdio, resultando na perda de US$ 168,7 milhões em relação aos gastos líquidos.

O portal esportivo OutKick classificou o desempenho como “um dos maiores fracassos de bilheteria da história, em valores absolutos”.

Disney amarga prejuízo de US$ 170 milhões com remake de “Branca de Neve” - Imagem do artigo original

Imagem: Alexander Hall FOXBusiness via foxbusiness.com

Polêmicas ao redor do filme

Além dos números negativos, a produção enfrentou controvérsias desde o anúncio. Em 2022, o ator Peter Dinklage criticou a retomada de uma “história retrógrada sobre sete anões vivendo em uma caverna”. No ano seguinte, a Disney chegou a substituir os anões por “criaturas mágicas” de diferentes etnias e gêneros, opção depois abandonada em favor de personagens gerados por computador semelhantes aos originais de 1937.

A protagonista Rachel Zegler também se envolveu em discussões públicas ao criticar o desenho clássico, comentar o conflito no Oriente Médio e atacar o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump em redes sociais.

Silêncio do estúdio

Procurada pela reportagem, a Disney não se manifestou sobre os números divulgados.

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