Dois terços dos brasileiros que poupam deixam de investir, aponta levantamento do Google

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São Paulo – Sessenta e seis por cento dos brasileiros que conseguem guardar dinheiro não aplicam seus recursos em nenhum produto de investimento, revela o Raio-X do Investidor, pesquisa realizada pela Offerwise para o Google em novembro de 2025 com 1.392 entrevistados e divulgada nesta quarta-feira (4).

Desconhecimento domina o cenário

De acordo com o estudo, 63% dos participantes não souberam citar espontaneamente sequer um produto financeiro. A líder de Insights Estratégicos para Finanças do Google Brasil, Renata Blay, afirma que o termo “investir” ainda não é associado a objetivos concretos, diferentemente de “guardar dinheiro”, que costuma vir acompanhado de metas como viajar, comprar um carro ou pagar a faculdade dos filhos.

Planos e barreiras

Os quatro objetivos mais mencionados pelos poupadores foram:

  • Comprar ou quitar um imóvel – 38%
  • Comprar ou quitar um carro – 34%
  • Fazer viagens de férias – 27%
  • Abrir o próprio negócio – 24%

Entre os principais entraves ao investimento, apareceram:

  • Medo de golpes – 43%
  • Dificuldade para entender os produtos – 39%
  • Insegurança com retornos no longo prazo – 38%
  • Falta de orientação personalizada – 37%
  • Linguagem técnica complexa – 30%

Cenário econômico considerado favorável

Apesar das barreiras, 69% dos entrevistados veem o momento econômico como propício à contratação de serviços financeiros, em um ambiente de desemprego na mínima histórica de 5,6% em 2025 e aumento real da massa salarial.

Busca por “caixinha” supera termos de investimento clássico

Nos últimos dois anos, pesquisas no Google por palavras como “caixinha”, “cofrinho” e “porquinho” cresceram 300%, ritmo superior ao avanço de 69% registrado por termos tradicionais de aplicação financeira. As consultas também ficaram mais longas e conversacionais, com perguntas que misturam dúvidas e comparações de produtos.

Renda fixa bate recorde

Impulsionado pela taxa Selic elevada desde 2024, o Brasil alcançou 100 milhões de investidores em renda fixa em 2025, alta de 20% sobre 2024. Os motivos mais citados para escolher esse tipo de aplicação foram:

  • Formar reserva de emergência – 47%
  • Percepção de baixo risco – 43%
  • Previsibilidade de remuneração – 36%
  • Acumulação de patrimônio – 31%

Renata Blay observa que, nas buscas, além das “caixinhas”, aparecem termos como “tesouro direto” e “poupança”.

Conteúdo online ganha força

A procura por educação financeira na internet também avança: em 2025, as visualizações de vídeos sobre investimentos no YouTube subiram 26%. Para Mônica de Carvalho, diretora de Negócios do Google Brasil, conectar produtos financeiros a sonhos reais e usar linguagem acessível são chaves para ampliar o acesso ao mercado em 2026.

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