São Paulo, 20 de março de 2026 – A cotação do dólar ganhou força nesta sexta-feira e terminou o pregão negociada a R$ 5,3092, alta de 1,79% frente ao real.
O movimento foi associado ao aumento da aversão a risco após rumores de uma ofensiva terrestre dos Estados Unidos em território iraniano. No 21º dia do confronto envolvendo EUA, Israel e Irã, Tel-Aviv voltou a bombardear alvos em Teerã, enquanto drones iranianos atingiram uma refinaria no Kuwait e explosões foram registradas em Dubai. A Rússia manifestou preocupação com a ampliação da área dos ataques e alertou para o risco de escalada.
Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou estar “no processo de resolver a situação” e descartou a possibilidade de cessar-fogo, declarando que os EUA “não fazem cessar-fogo quando estão vencendo”.
No exterior, o Dollar Index (DXY), que compara a moeda norte-americana a uma cesta de seis divisas, subia 0,33% às 17h (horário de Brasília), alcançando 99,557 pontos.
Apesar do salto desta sessão, o dólar acumulou recuo de 0,13% na semana ante o real.
Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br
O contrato do Brent para maio avançou 3,26% e fechou a US$ 112,19 o barril na ICE, em Londres. A perspectiva de novo choque nos preços de energia levou investidores a reavaliar projeções para juros globais.
Operadores zeraram as apostas de corte de taxas pelo Federal Reserve até dezembro. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os contratos indicavam setembro de 2027 como a data mais provável para o início de um ciclo de afrouxamento. Para a reunião de abril, 89,7% das apostas apontavam manutenção da faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano; 10,3% precificavam elevação de 0,25 ponto percentual.
No Brasil, o mercado segue projetando redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária. Em 18 de março, o Copom iniciou o ciclo de flexibilização ao cortar a Selic de 15,00% para 14,75% ao ano.