São Paulo, 8 de janeiro de 2026 (quinta-feira) – O dólar à vista encerrou o pregão cotado a R$ 5,3890, avanço de 0,04% em relação ao dia anterior. A moeda acompanhou o fortalecimento global do índice DXY, que subia 0,24%, aos 98.922 pontos, por volta das 17h (horário de Brasília).
A alta foi sustentada pela valorização dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos após a divulgação de indicadores de comércio exterior e emprego.
No front comercial, o déficit dos EUA encolheu 39,0% em outubro, para US$ 29,4 bilhões, o menor patamar desde meados de 2009. Analistas consultados pela Reuters esperavam aumento para US$ 58,9 bilhões; a publicação do dado havia sido adiada por uma paralisação de 43 dias do governo.
Quanto ao mercado de trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram 8.000 na semana encerrada em 3 de janeiro, totalizando 208.000 solicitações ajustadas sazonalmente. A projeção era de 210.000.
Com juros de referência atuais entre 3,50% e 3,75% ao ano, o mercado consolidou a percepção de que o Federal Reserve manterá as taxas estáveis até março, com possibilidade de corte apenas em abril.
Investidores aguardam o relatório oficial de emprego (payroll) de dezembro, além do consolidado de 2025, previsto para amanhã (9). A ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela permanece no radar; em entrevista ao New York Times, o presidente Donald Trump declarou que o país deve supervisionar o território venezuelano e controlar o petróleo “por anos”.
Imagem: Liliane de Lima via moneytimes.com.br
No Brasil, a produção industrial ficou estável em novembro, frustrando a expectativa de alta de 0,2%. Em relação a novembro de 2024, houve queda de 1,2%, ante projeção de recuo de 0,1%. O nível de atividade industrial segue 14,8% abaixo do recorde de maio de 2011.
Para esta sexta-feira (9), o mercado projeta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avance 0,33% em dezembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,27% – abaixo do teto da meta do Banco Central, mas acima do centro de 3%.
A sessão terminou sem novos fatores locais capazes de alterar significativamente o câmbio, mantendo o foco nos dados inflacionários e no comportamento da economia norte-americana.