Engenheiros do Vale do Silício são acusados de roubar segredos do Google e repassar dados ao Irã

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San Jose (EUA) – Três engenheiros que atuavam em empresas de tecnologia no Vale do Silício foram presos na quinta-feira (14) sob a acusação de roubar segredos comerciais do Google e de outras companhias norte-americanas, transferindo informações confidenciais para locais não autorizados, inclusive no Irã.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), os indiciados são:

  • Samaneh Ghandali, 41 anos
  • Soroor Ghandali, 32 anos
  • Mohammadjavad Khosravi (também conhecido como Mohammad Khosravi), 40 anos

Todos residem em San Jose, Califórnia. Um grande júri federal os denunciou por conspiração para cometer furto de segredos comerciais, furto e tentativa de furto desses segredos, além de obstrução da justiça.

Emprego em empresas de processadores móveis

Segundo a acusação, os engenheiros trabalhavam em companhias especializadas em processadores para dispositivos móveis. As irmãs Samaneh e Soroor Ghandali foram funcionárias do Google antes de migrarem para uma empresa sediada em Santa Clara, identificada como “Company 3”. Khosravi, casado com Samaneh, atuava em outra companhia, descrita como “Company 2”, em San Diego.

Modus operandi

Os procuradores afirmam que o trio utilizou seus cargos para acessar documentos sigilosos relacionados a segurança de processadores, criptografia e outras tecnologias. Os arquivos teriam sido exportados para plataformas de terceiros, dispositivos pessoais e equipamentos de trabalho vinculados aos demais réus, bem como enviados ao Irã.

A denúncia sustenta ainda que os investigados tentaram encobrir as ações enviando declarações falsas às empresas vítimas, destruindo arquivos extraídos e ocultando os métodos de exfiltração.

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Imagem: Michael Sinkewicz FOXBusiness via foxbusiness.com

Medidas do Google

Em nota, o porta-voz do Google, José Castañeda, informou que a companhia detectou o acesso irregular por meio de monitoramento rotineiro de segurança, conduziu investigação interna e notificou as autoridades. A empresa ressalta manter controles rigorosos, como:

  • restrição de acesso a dados sensíveis;
  • autenticação de dispositivos para conexão à rede;
  • verificação em duas etapas para contas corporativas;
  • registro de atividades, incluindo transferências para plataformas externas;
  • bloqueio de uploads para o Telegram a partir de laptops corporativos desde 2023.

Status migratório dos acusados

O processo informa que Samaneh Ghandali, cidadã iraniana, naturalizou-se nos EUA por volta de 2018; Mohammadjavad Khosravi tornou-se residente permanente legal em 2019; e Soroor Ghandali estava no país com visto de estudante não imigrante.

Se condenados, os engenheiros podem enfrentar penas que variam conforme cada acusação de furto de segredos comerciais e obstrução de justiça.

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