EUA ampliam em 80 mil toneladas cota de carne bovina magra da Argentina

Dificuldades e desafios1 mês atrás84 Visualizações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira um decreto que eleva em 80.000 toneladas métricas, apenas para o ano-calendário de 2026, a cota de importação com tarifa reduzida para carne bovina magra argentina.

De acordo com o texto oficial, o volume adicional será distribuído exclusivamente à Argentina em quatro lotes trimestrais de 20.000 toneladas cada, começando em 13 de fevereiro. A distribuição seguirá a ordem de chegada dos pedidos.

Objetivo é reduzir preço da carne moída

A Casa Branca afirma que a medida pretende aumentar a oferta de matéria-prima para carne moída e aliviar o preço ao consumidor. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics, o valor médio do quilo de carne moída atingiu US$ 6,69 por libra em dezembro de 2025, o nível mais alto desde o início da série histórica na década de 1980.

Produtores contestam efeito sobre preços

A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), maior entidade de pecuaristas do país, questiona que mais importação resulte em queda de preços. Mesmo assim, declarou ver com bons olhos o avanço na abertura do mercado argentino para a carne norte-americana.

O diretor de comércio internacional da organização, Kent Bacus, alertou para o histórico argentino de doenças animais e pediu inspeções mais rígidas e auditorias atualizadas antes de ampliar o acesso do produto ao mercado dos EUA.

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Imagem: Jasmine Baehr FOXBusiness via foxbusiness.com

Apenas carne magra para carne moída

O decreto abrange exclusivamente recortes magros usados na fabricação de carne moída. Nos Estados Unidos, esses recortes importados são normalmente misturados a porções mais gordas de produção doméstica para hambúrgueres e outros produtos.

Medida temporária

O governo definiu o aumento da cota como provisório, condicionado ao atual aperto de oferta. Entre os motivos citados estão a redução prolongada do rebanho bovino nacional, secas persistentes em estados como Texas e Kansas e incêndios florestais que prejudicaram pastagens e estoques de ração no oeste do país.

O repasse integral do volume extra à Argentina segue o acordo-quadro bilateral firmado em novembro de 2025, segundo a Casa Branca, que afirmou que o decreto apenas implementa compromissos já previstos nesse entendimento.

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