Paris – Representantes econômicos de Estados Unidos e China deram início neste domingo (15) a uma nova rodada de conversas em Paris, com o objetivo de aparar divergências na trégua comercial e preparar a reunião entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, prevista para o fim de março.
O encontro ocorre na sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e é conduzido pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Embora a China não integre o grupo de 38 economias majoritariamente desenvolvidas, as tratativas prosseguirão na segunda-feira (16), segundo um funcionário do Tesouro norte-americano.
As delegações discutem:
Também participam das conversas o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, e o negociador comercial chinês, Li Chenggang. Antes de viajar, Greer declarou à CNBC que Washington pretende “garantir a continuidade do fornecimento de terras raras para a base industrial americana, assegurar que Pequim mantenha as aquisições previstas e permitir que os chefes de Estado confirmem o rumo da relação bilateral”.
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As negociações em Paris seguem uma série de reuniões realizadas em várias cidades europeias no ano passado, destinadas a reduzir as tensões que quase paralisaram o comércio entre as duas maiores economias do planeta.
Analistas ouvidos afirmam que, devido ao curto tempo de preparação e à atenção de Washington voltada para o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, as chances de avanços expressivos são limitadas tanto na capital francesa quanto na cúpula marcada para Pequim. “O objetivo mínimo é assegurar um encontro que mantenha as coisas unidas e evite nova escalada”, avaliou Scott Kennedy, especialista em economia chinesa no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em Washington.