Os Estados Unidos devem concluir nesta quinta-feira a sua retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS), um ano após o presidente Donald Trump assinar a ordem executiva que determinou a saída do país do organismo.
Pelas regras internas norte-americanas, Washington precisa notificar a decisão com 12 meses de antecedência e quitar todas as contribuições em aberto antes de oficializar o desligamento. Segundo a Reuters, a OMS afirma que ainda não foram pagos os valores referentes a 2024 e 2025, estimados em cerca de US$ 260 milhões.
Representantes dos Estados-membros devem discutir, em reunião do Conselho Executivo da entidade marcada para fevereiro, como será conduzida a saída norte-americana.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltou a pedir que os EUA revejam a decisão. “Retirar-se da OMS é uma perda para os Estados Unidos e para o restante do mundo”, declarou em coletiva de imprensa no início do mês.
Em maio, o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., enviou mensagem em vídeo à Assembleia Mundial da Saúde justificando a medida. Para ele, a organização sofre com “inchaço burocrático, paradigmas arraigados, conflitos de interesse e disputas de poder internacionais”.
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Bill Gates, presidente da Fundação Gates — que financia iniciativas de saúde globais, incluindo projetos da OMS — disse à Reuters não acreditar que o governo norte-americano volte atrás “no futuro próximo”.
Trump começou a retirar os EUA da OMS em 2020, mas o processo foi revertido pelo então presidente Joe Biden em 2021. Em dezembro de 2025, já no novo mandato, Trump assinou nova ordem executiva formalizando a saída.
Consultados pela Fox News Digital, o Departamento de Estado e a Casa Branca não comentaram se o país pretende deixar a organização sem quitar os valores pendentes nem quais poderiam ser os impactos para os esforços de saúde globais.