São Paulo – A ex-diretora Janice Waszak ingressou na Justiça contra a Starbucks, alegando demissão injusta e discriminação de gênero depois de ter apontado falhas de segurança em um equipamento recém-desenvolvido pela rede de cafeterias.
Segundo a ação apresentada em um tribunal dos Estados Unidos, Waszak afirma ter sido dispensada em dezembro de 2023 como retaliação por relatar problemas no Siren System, conjunto de equipamentos anunciado pela companhia em 2022 com a promessa de elevar a produtividade, a receita e a margem de lucro das lojas.
A ex-executiva, que respondia diretamente ao vice-presidente global de equipamentos, Natarajan Venkatakrishnan, diz ter identificado defeitos capazes de gerar riscos à saúde de clientes e funcionários, além de dúvidas sobre a viabilidade financeira do projeto.
O processo descreve dois episódios ocorridos no centro de testes Tryer Center, em Seattle:
De acordo com a ex-diretora, no momento do incêndio o Siren System já estava em testes em várias lojas da região de Seattle, utilizando dispensadores do mesmo fabricante.
Imagem: Daniella Genovese FOXBusiness via foxbusiness.com
Waszak sustenta que sua dispensa foi motivada, também, por discriminação de gênero. Ela afirma que homens em posições equivalentes não foram desligados por comportamentos semelhantes aos que a empresa alegou ter violado políticas internas.
Em nota, a Starbucks declarou que a segurança “é prioridade máxima” e classificou as alegações como “totalmente infundadas”. A companhia disse que a ex-executiva “foi desligada após investigação que concluiu violação das políticas de conduta no trabalho” e garantiu que apresentará provas em juízo.
O processo segue em tramitação.