Washington, D.C. – O secretário de Transporte dos Estados Unidos, Sean Duffy, anunciou nesta sexta-feira mudanças amplas nas regras do setor de transporte rodoviário, entre elas a exigência de que todos os exames para a Carteira Nacional de Motorista Comercial (CDL, na sigla em inglês) sejam aplicados exclusivamente em inglês.
Ao lado do administrador da Federal Motor Carrier Safety Administration (FMCSA), Derek Barrs, Duffy afirmou que a medida busca garantir que os motoristas consigam ler placas de trânsito e se comunicar com as autoridades. “Estamos implementando uma regra que determina um único idioma para a prova: inglês. Quem não fala ou lê inglês não terá bom desempenho no exame”, declarou.
Além do teste em inglês, o Departamento de Transporte (DOT) solicitará que os estados desqualifiquem condutores que não cumpram os padrões federais de proficiência no idioma. Entre os estados que atualmente oferecem a prova em vários idiomas, Duffy citou a Califórnia, onde o exame pode ser realizado em até 20 línguas diferentes.
Duffy responsabilizou a gestão anterior do DOT, comandada por Pete Buttigieg, por falta de rigor na certificação de escolas de formação de caminhoneiros. Segundo ele, algumas instituições atuavam como “fábricas de carteiras” sem oferecer treinamento adequado. De acordo com o secretário, 7 mil dessas escolas já foram fechadas.
Em ação recente batizada de Operation SafeDRIVE, inspetores federais realizaram mais de 8.200 vistorias, resultando na retirada de serviço de 704 motoristas. Cerca de 500 dessas autuações envolveram o não cumprimento dos requisitos de proficiência em inglês.
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O anúncio ocorre após acidentes de grande repercussão envolvendo motoristas que estavam nos Estados Unidos de forma irregular. No início do mês, o cazaque Bekzhan Beishekeev, que entrou no país em 2023 pelo aplicativo CBP One, foi acusado de provocar colisão em Indiana que deixou quatro mortos; sua CDL havia sido emitida na Pensilvânia. Em agosto do ano passado, Harjinder Singh, habilitado na Califórnia, teria feito manobra ilegal que resultou em três mortes, sendo denunciado por homicídio veicular.
Procurado, o DOT não se manifestou sobre as novas diretrizes.