Fabricante de brinquedos diz que decisão da Suprema Corte sobre tarifas de Trump “ainda é insuficiente”

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Washington, – O empresário Rick Woldenberg, diretor-presidente da Learning Resources e um dos autores da ação que contestou os poderes tarifários do ex-presidente Donald Trump, considerou “um avanço pequeno” a decisão de sexta-feira (6) da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou por 6 votos a 3 a cobrança imposta pelo republicano.

Minutos após o veredicto, Trump anunciou uma tarifa global de 10% sobre importações, percentual que elevou para 15% no sábado (7). Woldenberg, cujo grupo fabrica brinquedos na China e os traz para os EUA, afirmou que a medida segue prejudicando consumidores e empresas.

Impacto financeiro

Segundo o executivo, a soma de tributos federais, estaduais e das tarifas aplicadas no ano passado superou o lucro da companhia. “Ganhamos um dólar e pagamos mais de um dólar em impostos”, disse ele ao programa “The Claman Countdown”, da FOX Business, na segunda-feira (9).

Woldenberg declarou que a empresa se viu diante de “uma escolha difícil”: encerrar as operações ou repassar os custos, o que, em sua avaliação, transforma a tarifa em imposto regressivo que penaliza famílias de menor renda. “Considero esse tipo de imposto imoral”, completou.

“Não é questão pessoal”

O empresário insistiu que o processo não tem motivação política. “Não somos contra nem a favor do senhor Trump; somos contra o uso indevido da lei”, afirmou. Mesmo após ter sido chamado de “sleazebag” (patife) pelo ex-presidente, ele confirmou presença no discurso sobre o Estado da União, marcado para terça-feira (10).

Produção nos EUA “impraticável”, diz outro executivo

Também convidado do programa, Isaac Larian, CEO da MGA Entertainment – fabricante das bonecas Bratz –, classificou como “impraticável” a tentativa de repatriar fábricas por meio de tarifas. Ele citou que uma Bratz vendida hoje por US$ 25, produzida na China, custaria cerca de US$ 50 caso fosse fabricada em território americano.

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Imagem: Nora Moriarty FOXBusiness via foxbusiness.com

Larian cobrou esclarecimentos sobre possíveis reembolsos aos consumidores. “A Corte declarou as tarifas ilegais; se são ilegais, equivalem a um imposto também ilegal. Os americanos precisam saber se terão direito a restituição”, defendeu.

A ação ajuizada em abril pelas empresas Learning Resources Inc. e Hand2Mind Inc. pretendia anular as sobretaxas sob o argumento de que Trump excedera sua autoridade ao recorrer a dispositivos de emergência para impor as tarifas.

A decisão da Suprema Corte representou uma derrota para o ex-presidente, mas, na avaliação dos empresários, ainda não elimina os custos adicionais decorrentes das medidas tarifárias.

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