Fed sinaliza afrouxamento de regras de capital para incentivar crédito imobiliário nos EUA

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Washington (16.fev.2026) – O Federal Reserve pretende flexibilizar exigências de capital impostas aos bancos norte-americanos a fim de ampliar a oferta de financiamento habitacional no país, informou a vice-presidente de Supervisão da autarquia, Michelle Bowman.

Em discurso nesta segunda-feira (16), Bowman detalhou duas alterações regulatórias que, segundo ela, “aumentarão os incentivos para que as instituições se envolvam na originação e na administração de hipotecas”.

Principais mudanças

• O Fed planeja remover a obrigação de os bancos deduzirem de seu capital regulatório os direitos de administração de hipotecas mantidos no balanço.
• A autoridade também deve rever a ponderação de risco atualmente fixada em 250% para esses ativos, considerada “punitiva”.

Além disso, o banco central estuda permitir que as exigências de capital sobre hipotecas variem conforme a relação entre o valor do empréstimo e o preço do imóvel, prática comum em outros países.

Perda de espaço para não bancários

Bowman destacou que, desde 2008, a participação dos bancos na originação de empréstimos habitacionais nos Estados Unidos caiu de 60% para 35%. O espaço perdido foi ocupado por companhias não bancárias especializadas, como Rocket Mortgage e CrossCountry Mortgage.

Para a dirigente, a “calibração excessiva” das regras de capital encareceu a atividade hipotecária dentro do sistema bancário, empurrando crédito para fora dele.

Alinhamento com o Tesouro

As declarações repercutem posicionamento do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que em outubro defendeu reduzir exigências de capital para grandes bancos em hipotecas e outros segmentos, evitando arbitragem regulatória que favoreça instituições não bancárias.

Nos Estados Unidos, os bancos costumam vender parte das hipotecas originadas às agências governamentais Fannie Mae e Freddie Mac, mas permanecem responsáveis pela administração dos empréstimos, o que garante fluxo de taxas e relacionamento com o cliente.

Bowman concluiu que ampliar a presença dos bancos nesse mercado “não compromete a segurança e a solidez do sistema financeiro”.

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