São Paulo, 30 jan (Cointelegraph Brasil) – Dados históricos indicam que fevereiro costuma ser o período mais favorável para o Bitcoin (BTC). Levantamento do economista de rede Timothy Peterson mostra que, desde 2016, a semana que termina em 21 de fevereiro apresenta retorno mediano de 8,4%, com o preço fechando em alta em 60% das vezes.
Segundo Peterson, fevereiro oferece um ganho semanal mediano de 7%, superando o desempenho sazonal geralmente observado em outubro. O analista atribui o impulso a fatores macroeconômicos: a divulgação de balanços corporativos anuais e projeções otimistas costuma estimular o apetite por risco, direcionando parte do capital para o mercado de criptomoedas.
O economista destaca ainda que os três primeiros meses de fevereiro serviram como termômetro em anos de correção. Em 2018, o BTC subiu 4%; em 2022, recuou 3%; e em 2025, caiu 5% – todos períodos que terminaram negativos no acumulado anual.
Embora a volatilidade permaneça elevada, Peterson avalia que um arrefecimento de indicadores como o índice VIX pode abrir espaço para recuperação do Bitcoin.
O pesquisador Sminston With mantém visão otimista para o ciclo de alta prolongado. Utilizando o modelo Bitcoin Decay Channel, ele projeta o topo de preço entre US$ 210 mil e US$ 300 mil em 2026. O método não determina datas, mas seus intervalos de preço têm se mostrado confiáveis ao longo do tempo.
Imagem: cointelegraph.com
Para Sina, autor do Bitcoin Intelligence Report, o momento permanece positivo mesmo após a correção recente. O analista observa que a consolidação iniciada no começo de janeiro preservou a estrutura de fluxo, e a queda coincidiu com a retração do Nasdaq diante de tensões comerciais nos Estados Unidos, sugerindo movimento guiado por notícias externas ao universo cripto.
A XWIN Research reforça a leitura de consolidação. Apesar dos rendimentos elevados dos títulos de longo prazo restringirem a expansão de valuation, o indicador Realized Cap segue em alta, sinalizando entrada de capital no mercado à vista.
Aviso: Este texto não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas envolvem riscos e cada investidor deve realizar sua própria análise antes de negociar.